Capítulo 23

Os dias estavam se passando lentamente, e como a cada dia estava se tornando um sacrifício até sair da cama, pedi a Hoffman minha licença maternidade. Eu teria os bebes e ficaria mais quatro meses em casa. Talvez eu nem voltasse mais ao escritório, pois Efron insistiu tanto para que eu saísse do trabalho, que eu ia acabar cedendo.
Ontem recebi uma visita inusitada. Meu pai veio me ver. Ele estava melhor do que eu imaginava. Estava com o rosto corado, diferentemente da última vez em que o vi em que estava pálido, em cima de uma cama, comendo e respirando com a ajuda de aparelhos. Parece que a reaproximação dele com mamãe havia o feito muito bem.
Com esse tempo em casa, aproveitei para enfeitar cada vez mais os quartos dos bebes. Eu estava gastando muito com o quarto deles, que segundo Stella, era um gasto desnecessário. Minha mãe, como sempre, me defendendo, sempre dizia que quando nasci ela era três vezes pior. E sempre depois de uma discussão, acabávamos com pizza, e morango com chocolate. Para uma gestante, o certo é que você vá dormir cedo, e o “médico” Efron também dizia a mesma coisa. “Você tem que dormir cedo.” Ou “Os meus filhos estão agitados por que a mãe deles não para quieta.” Quem sabe, um dia eu o escutaria. Eu durmo a hora que eu quiser. Isso não influencia no crescimento dos bebes. Quando que ele iria entender isso? Ele também pegou uma “licença” na empresa. Ele era o dono, podia ficar o tempo que quisesse fora. Tinha pessoas confiáveis lá dentro, então não se preocupava com isso. Às vezes, ficava até tarde no telefone resolvendo alguns problemas que necessitavam dele. 
-Tudo bem princesa? –Dylan entrou em meu quarto enquanto eu estava mergulhada nos meus pensamentos.
-Está sim Dyh. –Ele se deitou ao meu lado, e posicionou sua cabeça em minhas pernas.
-Parece triste. –Comecei a fazer cafuné em sua cabeça.
-Não estou... –Parei um pouco antes de continuar a falar. –Só estou um pouco pensativa.
-E o que anda por esses pensamentos?
-Não sei... Eu acho que ter ele aqui está me fazendo bem.
-Ele quem?
-Efron. Ele tem se mostrado muito diferente do que eu imaginava...

(Narração – Zac)

Havia acabado de descer para tomar uma água, e quando estava voltado ao quarto de hospedes, ouvi Dylan e Hudgens conversando.
-Ele quem?
-Efron. Ele tem se mostrado muito diferente do que eu imaginava...
-Ele está surpreendendo a todos nós. Nunca imaginei que...
-Que...?
-Ele seria capaz de amar assim.
-Tudo pode mudar... E ele principalmente, está mudando com tudo isso acontecendo. A gravidez, a nossa reaproximação...  Tudo aconteceu tão rápido que ainda não tive tempo de ter uma conversa franca com ele.
-Sobre?
-Nós. Não vou mentir, ele tem me feito bem. Não sei às vezes ele é tão imprevisível que chega a me assustar. Mais em outros momentos, ele parece tão ele... Tão menino. Tão especial quanto ele era quando éramos pequenos.
-Você quer falar com ele sobre isso?
-Ainda não... Eu acho que ainda não é a hora. Eu acho que se eu for tocar nesse assunto, eu vou acabar estragando esse momento que estamos tendo... Quem sabe mais pra frente.
Ouvir Hudgens falando daquela forma, tão natural me fez pensar por alguns segundos que aquilo era um sonho. Vê-la tão angelical deitada naquela cama, esperando dois filhos meus, formou algo dentro de mim que eu mal conseguia explicar até para mim mesmo. Os deixei conversando e fui para o quarto que tinha reservado para mim e comecei a pensar.
Os flashes do passado começaram vir à tona. E até mesmo me xingava por perceber o quão idiota eu fui. Acusei-a sem provas, só pelo simples fato de estar com raiva dela... Mas também a amei tão incondicionalmente, que faria de tudo para ter aquela mulher junto de mim novamente. Ela é uma princesa. Linda, perfeita e mãe dos meus filhos. Me coloquei então a pensar no futuro. Como seria ser pai de gêmeos? Como seria ser um pai de família e ensinar o caminho certo aos meus filhos? Será que depois de tudo, Vanessa ainda vai me amar como um dia ela amou? Será? Será? Será? Eram tantas perguntas que precisavam de respostas... Eu queria poder voltar no passado e acertar tudo. Será que, talvez ainda estivéssemos juntos? Eu queria poder sentir o gosto daquele beijo novamente. Poder tocá-la sem ressentimentos. Ter aquele corpinho pequeno junto ao meu em uma noite fria... Que monstro que eu sou! Olha o que eu fiz com ela!? Ela não está nem agüentando ficar em pé. Como pude ter feito uma coisa dessas com a minha pequena? Ela é tão frágil... Se acontecer alguma coisa com ela por causa desses bebes, eu nunca vou me perdoar, só pelo fato de saber que eu fui o grande causador de tudo.
-Toc Toc... –Dylan disse com a cabeça dentro do quarto. –Incômodo?
-Sempre! –Disse com tom de brincadeira.
-Otário. –Entrou e sentou na beirada da cama. –Tem certeza?
-Do que? –Fechei o notebook e o fitei com seriedade.
-Do que você está fazendo? –Me fitou seriamente, e com um tom ríspido, disse o que estava entalado em sua garganta. –Cara, só eu sei o sufoco que a Nessa passou. Toda a humilhação e agora, pra completar a presepada, ela está esperando dois filhos seus. Eu sei que você é o “irmão-mais-velho”, mais está na hora de crescer né mano?
-Olha... Quem diria, o pirralho da família dando lição de moral no “irmão-mais-velho-sem-cabeça”.
-Não foi isso que eu quis dizer... Eu só não quero ver ela so...
-frer! –O interrompi. –Não quer vê-la sofrer. Eu sei disso. Eu também não quero. Sabe... –Me ajeitei na cama. –Eu abusei dela cara. Olha o estado dela!? Esses bebes estão acabando com ela. Eu a amei incondicionalmente, sem pensar nos riscos que isso poderia trazer. Se eu perder a Vanessa para esses bebes Dylan... Eu acho que eu morro junto.
-Cara, você acha que ela não sabe dos riscos? E você também contratou um dos melhores médicos pra fazer o parto da Nessa... Relaxa ai vai... –Encostou de leve em meu braço. –Na verdade, não tem risco nenhum. A Nessa é uma mulher forte! Não subestime a coragem dela! Ela quer muito esses filhos. Não sei o que te deu de falar assim...
-Ela é frágil. Parece que uma coisa pequena pode fazer com que ela se quebre.
-Acredite, ela suportou a separação de vocês e principalmente, segui em frente. Ela vai conseguir cara! Relaxa! Se eu fosse você, aproveitaria esse tempo pra se aproximar mais dela. Os bebes não são a únicas coisas que ainda unem vocês! Existe um amor que está ferido, mais que ainda vive dentro de vocês! Pensa nisso! –Se levantou e foi em direção a porta. –Ter você aqui está fazendo bem pra ela cara. Não a deixe. –E enfim saiu.

(Narração –Gina)

A minha filha parece tão feliz, mas tão triste ao mesmo tempo. Quando estava grávida de Stella, foi o período em que mais me senti sonzinha. Minha filha estava ali, mas o pai delas estava mais preocupado com a bolsa de valores do que com a própria família dele. Eu sinto muito orgulho da minha Vanessa, por ter se tornado uma mulher de fibra. Forte. Batalhadora. E muito me surpreendeu a atitude de Zac. Criei esse menino.  Nunca imaginei que ele seria o pai dos meus netos. Não vou mentir pra mim mesma, eu já sabia que eles estavam jutos, mas não imaginava que dessa relação, sobrasse duas crianças que estão chegando para trazer a paz que a minha filha tanto precisa. Ela está feliz com a presença dele, eu sinto isso. Mas também sinto que ainda existem magoas com os dois. Então me coloquei em pensamento. A minha filha precisa de um tempo sozinha com ele. Seria injustiça de minha parte ver isso, e não fazer nada a respeito. Peguei o telefone, e disquei para o ramal da sala de dança que tinha em nossa casa. De pronto, Stella atendeu ofegante.
-Filha, preciso conversar com você.
-Agora... Não posso mãe! –Disse com dificuldade. –Estou treinando pra tentar entrar na acad...
-Stella Teodora, eu preciso falar com você.
-Nossa, não precisa partir pra grosseria né mãe!? Estou indo. Onde a senhora está?
-Na cozinha.
-Tá.
Eu odeio quando ela quer me questionar. Desde pequena ela tem essa mania que me deixa um tanto nervosa.
-Fala mãe. –Apareceu na cozinha com uma toalha em volta do pescoço, e pingando de suor.
-Filha, eu acho que precisamos tirar umas férias.
-Como assim mãe? –Sentou na banqueta a minha frente. –A Nessa vai ganhar os bebes...
-Daqui quatro meses só. Filha, ela precisa de um tempo sozinha com o Zac. Agente sabe disso.
-Mãe, eu não vou deixar a Nessa sozinha com esse doente aqui. Imagina se ele faz alguma coisa com ela? Da última vez, ela quase perdeu os bebes.
-Ela não é mais uma criança Stella. Sabemos muito bem disso. –Abri a geladeira, peguei um saquinho com cenouras cruas, sentei a frente de Stella e começamos a comer.
-Ela te pediu isso mãe?
-Não filha. Eu percebi isso, e vamos fazer isso por ela. Tantos anos, ela correndo riscos por nós, por que não retribuir esse pequeno favor?

(Narração –Nessa)

Já se passaram duas semanas depois que mamãe e Stella viajaram para o Canadá. A principio achei muito estranha essa idéia repentina das duas. Viajar agora? Mais deixe que fossem. Eu precisava mesmo de um tempo com Efron. Desde que as duas partiram para o desconhecido, eu e Efron nos víamos poucas vezes ao dia. Vez ou outra no café da manhã e a noite, quando ele chegava em casa depois de um longo dia na empresa. Ele voltou a sua rotina de trabalho com a desculpa de que era preciso ter o diretor na empresa. Mas na verdade, eu sabia que era para me evitar. Ele já não dormia mais em minha casa com tanta freqüência. E para isso, e ele também teve um desculpa: “Negócios. E também, eu não comprei um apartamento para deixá-lo vazio.” Também, não fiz muita questão que ficasse. Por fim, eu ficava quase o dia todo sozinha. De vez em quando, Ashley e Ronnie, nossa amiga de infância, vinham me visitar.
Estava sentada em uma poltrona do quarto de um dos bebes, lendo um livro de química, não sei por que eu estava lendo aquele livro, mas foi o único que me interessou, e levei um susto com o barulho do celular vibrando na mesinha.
-Alô?
-Oi! Tudo bem? –Disse com polidez.
-Tudo! Como está?
-Bem também. Escuta, eu gostaria de ir a sua casa hoje. Faz tempo que não converso com os meus filhos.
-Claro! A porta da minha casa sempre estará aberta para receber o pai dos meus filhos. –Pensei em dizer, mas não disse. Em vez disso respondi. –Ashley estará aqui. –Menti, na esperança de ele desistir de vir até aqui.
-Não me incomodo com ela. Mas se você quiser eu posso ir outro dia.
-Não... Tudo bem! Pode vir! –Disse indiferente.
-Ótimo. Estarei ai então! Até mais Hudgens! –E desligou antes mesmo que eu pudesse responder.
Será isso o inicio de uma reaproximação minha e de Efron? Eu temia que isso não fosse tão bom quanto eu imaginava que fosse.
As horas se passaram rápidas depois disso, e só me dei conta que já se passava das oito, quando vi Efron adentrar com o seu carro na garagem.  Me levantei e cautelosamente me dirigi até a sala. Quando cheguei até lá, com um pouco de dificuldade, vi Efron entrando com expressão cansada, porem um tanto feliz por estar ali.
-Boa noite.
-Boa noite. –Respondi indiferente, e com uma mão nas costas, me senti com cautela.
-Está sendo difícil pra você não é?
-Do que você está falando Efron? –Coloquei uma perna em cima da mesinha.
-Estar... Grávida. –Disse com um tom descontraído, mas logo voltou a ficar serio.
-Não está sendo nada difícil. A recompensa disso tudo virá depois. E estou muito ansiosa para que ela chegue logo.  –Depois disso, o silencio reinou pela sala. Até que quebrei o silencio. –Você veio aqui só pra ficar me olhando, ou veio para ver os seus filhos?
-Eu acho engraçado às vezes, a forma como você age e fala. É como se, não tivéssemos vivido nada. Não tivéssemos partilhado momentos especiais um com o outro. –Eu fui responder mais ele foi mais rápido. –Sabe, desde a primeira vez que fomos um do outro, literalmente, eu achava que seriamos para sempre. Mais a minha infantilidade não deixou com que isso fosse recíproco. Vanessa –Veio até mim, e pegou minha mão. –Eu ainda te amo. –Posicionou a mão em cima de minha barriga. –Eu ainda quero que sejamos uma família feliz. Eu ainda te quero de volta morena.






Demorou mais chegou! Espero que vocês tenham gostado!

Bessos! 
Amo você!
Fiquem com Deus!


Capítulo 22 - Dedicado a Marychele / Anônimo/ Mary


Stella melhor do que ninguém sabia que aquilo não era o melhor que eu podia fazer. Eu sabia disso, e isso era o que mais doía dentro de mim. Conhecer o Efron tão bem quanto eu conheço saber que ele é uma ótima pessoa e que seria um ótimo pai era o que me motivava cada vez mais em contar a ele tudo. Minha família queria isso, meus filhos precisavam disso, meu coração o que queria de volta, mas minha mente não estava pronta para tê-lo ao meu lado novamente. Eu não estaria agindo da forma certa com os meus filhos, mas também não estaria agindo da forma certa comigo mesma. Toda a humilhação que ele me fez passar na frente de todos, agindo como se eu fosse uma ladra, nem todo o pedido de desculpa no mundo me faria voltar atrás. Voltar aonde o meu amor por ele era verdadeiro. Posso não ter sido a melhor namorada do mundo, e posso não ter dado a ele tudo o que ele merecia, mas nunca o humilhei e muito menos duvidei de sua palavra. Já ele, fez isso e o pior dos crimes que uma pessoa pode cometer: Incredulidade. Era a minha palavra contra a dos outros. E se ele não acreditou em mim, não posso acreditar nele. Não posso confiar nele novamente como um dia confiei.
-Você se lembra de quando éramos pequenas, e que um dia eu te perguntei até aonde o amor pode ir? –Stella perguntou. Assenti que sim com a cabeça. –Você se lembra de que você me disse que o amor pode ultrapassar barreiras, pode enfrentar problemas e principalmente pode perdoar? –Novamente assenti que sim com a cabeça. –Você não precisa perdoá-lo agora. O perdão, ele vai adquirir com o tempo. Mas o que você consegue nesse momento, é contar a ele que você está esperando dois filhos dele. Isso é importante tanto pra você, quanto pra ele e principalmente para os seus filhos.
-Eu nunca imaginei filha, que em algum dia da minha vida, eu poderia perdoar o seu pai pelo o que ele fez. Mas perdoei. Estou voltando a amá-lo. Estou a cada dia, conhecendo o seu pai novamente. Mais eu deixei meu coração perdoá-lo. Deixei com que ele pudesse voltar aos tempos de adolescência e pudesse curar a minha ferida. Ela ainda não está completamente fechada, mas está aos poucos aprendendo como. Eu sei que não deve ter sido fácil para você ter passado por tudo o que passou, mas tenha certeza de que omitir uma gravidez, abrirá uma ferida muito maior do que você imagina. Nos dois. Filha –Ergueu meu queixo –Você não precisa perdoá-lo, mas pode contar a ele o que está acontecendo. Antes que seja tarde de mais e você se arrependa depois pelo o que você deveria ter feito, mas não fez.
Com aquelas palavras, já não me aguentei mais e me derramei em lágrimas. Senti os braços acolhedores de minha mãe sobre mim, e as delicadas mãos de Stella sobre minha barriga. Aquilo estava me dando à coragem que eu precisava para ir até Efron e contar a ele tudo o que ele precisava saber. Mas não tudo ao ponto de perdoá-lo novamente. Stella começou a cantarolar baixinho uma canção. Eu sabia aonde ela queria chegar. Aquela musica, eu tinha tocado no piano há uns três anos atrás. Eu havia aprendido com David algumas notas. Depois tive algumas aulas, mas não levei a serio. Eu aprendi essa música por que era febre na época por causa do filme “A Última Música”, e Stella havia se apegado a essa música, e juramos daquele dia em diante que aquela seria a nossa musica.
-“ ...When the waves are flooding the shore and I...
-...Can't find my way home anymore... –Cantei junto a ela.
-...That's when I, I, I look at you..”.-Cantamos juntas. Abri um sorriso em meio às lagrimas.
-Assim... Bem melhor! Sorrindo! Sempre! –Nos abraçamos.
Depois disso saímos para tomar um sorvete. Não chorei mais, pelo contrario, Stella apenas me fez sorrir e dar boas gargalhadas. A tarde se encerrou com um lindo por do sol.
-É lindo né? –Disse olhando fixamente para o céu.
-Com certeza mana!
-Ei meninas... –Mamãe entrou no quarto. –Vocês tem visita.
-Visita? Mas eu não estou esperando ninguém.
-Tem certeza? –Dylan apareceu na porta.
Sai correndo e pulei nele. Ficamos abraçados, depois descemos até a sala, conversamos e chegamos a seguinte conclusão: Rosa é mais bonito do que laranja. Discutíamos por coisas bobas, e desta vez, era a cor do quarto dos meus filhos que estávamos decidindo.
-Eu não aceito que o quarto da minha sobrinha seja laranja.
-Ela vai ser a minha sobrinha de sangue amor, então eu decido.
-Não! Nenhum dos dois decide ok? O quarto é dos meus filhos, então eu decido a cor. –Na hora, os dois se calaram. –Melhor assim.
Acabou que Dylan dormiu aqui em casa, por que já estava tarde. E no outro dia, ele apenas havia deixado um bilhete dizendo que mais tarde ele voltava. Como era sábado, eu não precisaria ir até o escritório, aproveitei para começar a decorar o quarto dos meus filhos. Mama e Stella haviam ido a uma viajem de ultima hora. Elas insistiram muito para que eu fosse junto, mas eu queria ficar um pouco sozinha. Elas foram para Nova York. Tirar umas Férias-Pré-Natal.  Estava chegando o fim do ano, e elas queriam fazer compras antes do natal. Deixei que fossem.
Mais tarde, recebi um telefonema de Dylan, dizendo que ele estaria em vinte minutos em minha casa. Aproveitei para tomar um banho rápido e desci para esperá-lo.
-Oi princesa. –Disse entrando pela porta dos fundos.
-Oi Dyh! –O abracei. –Tudo bem?
-É, tudo bem.
-Não, acho que não está tudo bem.
-É que eu e o Zac brigamos de novo.
-Por quê? –Sentamos no sofá.
-Por que ele acha que eu estou escondendo alguma coisa... Sobre você. –Senti que aquela era a hora de conta a Dylan que tinha chegado o momento de contar a Efron.
-Depois de eu pensar muito sobre isso, –Entrelacei minha mão a mão de Dylan. –Eu acho que chegou a hora Dyh. Não tem mais como esconder isso dele. Ele é pai, ele tem direito em saber.
Percebi que Dylan estava saltitante por dentro. Ele queria muito que isso acontecesse.
-Jura? Mais se você não quiser falar pra ele... Eu... Eu vou entender. –Me encarou seriamente.
- Eu preciso fazer isso. Ele merece saber que vai ser pai. –Dylan sorriu e me deu um beijo no rosto.
-Ele vai adorar saber disso. –Dei um sorriso amarelo. –Se você quiser, eu vou estar aqui com você.
O abracei fortemente. Dylan sabia o quanto eu tinha sofrido pela separação e principalmente pela desconfiança.
-Mais então, o que você estava fazendo mesmo? –Mudou de assunto repentinamente.
-Decorando o quarto dos bebes.
-Serio? Quero ver.
-Não senhor. Você só vai ver quando tiver pronto.
-E isso é uma lei por acaso?
-É sim! A minha lei. E o senhor só vai ver quando tiver pronto e olhe lá ainda. Isso se eu não for bem má com você, e te deixe ver só quando eles nascerem.
-Isso não é justo. –Cruzou os braços.
Mais alguns minutos se passaram e o celular de Dylan começou a tocar. Ele pegou o celular do bolso e na tela estava quem estava chamando:


Comecei a rir.
-Qual é a graça??? –Me olhou sem entender.
-Chuchuzinho Dylan? –Segurei a risada. –Atende. Mas coloca no viva-voz.
-Tá. Fala Zac.
-Onde você está cara?! Você não dá as caras desde manhã.
-Tá tudo bem amorzinho.
-Amorzinho Dylan?!
-Parece a Michelle falando cara. Eu não sou bebe mais.
-Onde você tá?
-Na casa da Nessa. –Zac se calou do outro lado da linha. –Cara? Ainda tá ai.
-To. Eu vou desligar, não quero atrapalhar. –Tomei o celular da mão de Dylan. –Zac? Sou eu. Acho que agente precisa conversar! Você sabe onde eu moro.
-Mas...
-Sem mais Efron! Não vou falar duas vezes. Estou te esperando. –Desliguei o celular e coloquei a mão em meu útero.
-Tudo bem?
-Aham... –Passei a mão em minha testa, que estava um tanto suada.
Passaram quarenta minutos, e ouvi a campainha tocar. O som me fez estremecer.
-Eu abro. –Dylan se levantou e foi até a porta. Cumprimento seu irmão, fechou a porta e sentou do meu lado.
Percebi que ele me olhava intensamente, até que resolvi quebrar o silencio.
-Bom, eu sei que eu te devo muitas explicações, mas dentre elas, e a mais importante no momento é que... –Deixei minha vacilar. Os olhos de Zac eram como duas safiras que tentavam penetrar em meus olhos, mas esses, por sua vez, pareciam novamente duas muralhas.
-Senta Zac! Não paga nada! –Desde que ele havia chagado, tinha ficado em pé.
-Estou bem assim.
-Você precisa de ajuda? –Dylan sussurrou em meu ouvido. Acenei que não com a cabeça.
-Estou grávida. –Afundei minha cabeça no ombro de Dylan.
-Dá pra ver.
-Dá pra você pegar leve com ela velho? Tá sendo difícil pra ela.
-É deu pra ver o quanto tava sendo difícil pra ela ficar agarrada com o Hoffman. Né Hudgens?
-Cala Boca Efron. –Alterei a voz. –Você não vê? Você não se considera um cara esperto? Você não viu que era uma armação? Que eu não queria que você soubesse que... –Fiquei fraca.
-Nessa? –Dylan me segurou e desmaiei em seus braços.
Dylan me pegou no colo e me levou correndo até o hospital. Zac estava junto com ele. Enquanto estava no Pronto Atendimento do hospital, Dylan ligou para mamãe e Stella, que na hora pegaram um voou para LA.
Eu já tinha acordado, mais ainda estava sobre o efeito dos medicamentos e sedativos.
Uma hora depois, Stella entrou desesperada na recepção do hospital e deu de cara com Efron com a cabeça entre as pernas e com as mãos na cabeça. Ela foi direto até ele gritando.
-E EU ACHANDO QUE VOCÊ AINDA TINHA ALGUMA COISA DE BOM... –Disse em tom desesperado, em meio a lagrimas. Encheu a mão e deu um tapa com toda a força no rosto de Efron. –SE ACONTECER ALGUMA COISA, ESPECIALMENTE COM OS MEUS SOBRINHOS E COM A MINHA IRMÃ, EU ACABO COM A SUA RAÇA EFRON. VOCÊ TÁ ME OUVINDO? ACABO COM A SUA RAÇA! –Mamãe segurou Stella pelo braço.
Depois de se acalmarem, a médica de plantão foi até onde Zac, Stella, Mamãe e Dylan estavam.
-Os parentes de Vanessa Hudgens? –Mamãe e Stella se levantaram, seguidos de Efron e Dylan.
-Eu sou a doutora Kim, estou cuidando do caso de Vanessa. E ela é uma mulher forte viu? Está respondendo bem aos medicamentos.
-E os meus sobrinhos? Está tudo bem com eles? –Stella disse desesperada.
-Você deve ser Stella certo? Vanessa comentou que tinha uma irmã. Bom, agora ela está bem. Parece que o nível de estresse dela foi bem alto. Mas graças a Deus, está tudo bem. Com os três! –Stella respirou aliviada. –Bom, ela pediu para conversar com Zachary Efron.
-Sou eu.
-Como assim? Como ela pode pedir pra falar com ele primeiro, sendo que ele fez ela quase perder os bebes?
-Filha, se acalme. É o desejo dela. –Stella concordou com sua mãe e sentou para aguardar sua vez.
Alguém bateu na porta, presumi que era Efron, então ordenei que entrasse.
-Licença...
-Entra Efron! –Ele entrou e se sentou na poltrona ao lado maca. Olhei bem em seus olhos e disse com toda a coragem do mundo. –Estou grávida. E os filhos... São seus.
Nós dois fomos levados pelo momento, eu já estava chorando, mas logo depois Zac também se rendeu as lagrimas. Me sentei na maca, e Zac me abraçou. O abracei com todas as minhas forças. Senti falta do calor daquele abraço. Ele se afastou e disse.
-Me desculpe pela forma como falei com você em sua casa, não queria ter dito daquele jeito...
-Sem problemas... –Enxuguei minhas lagrimas.
-Quantos meses?
-Quatro.
-Gêmeos?
-Casal.
-Nomes?
-Ainda não decidi.
-Eu quero fazer parte integral dessa gravidez.
-Claro. Mas é só.
-Como?
-Ainda não estou pronta pra te amar novamente. Apenas tomei a decisão de te contar que estou grávida, por que os meus filhos precisam de um pai... Mas é só. Meu coração não está pronto pra te receber depois de toda a humilhação que passei...
-Eu entendo e respeito. –Dei um pequeno sorriso. –Preciso ir até a Itália para resolver algumas coisas e deixar alguém no meu lugar lá. Vou me mudar pra cá, preciso ficar perto dos meus filhos e da mãe deles.
-Como quiser...
( Um mês depois...)
Depois do acontecido do hospital e tudo mais, Efron se mudou para um apartamento a menos de 2 quilômetros de minha casa. Todos os dias, quando chegava do escritório, ele estava a minha espera. Ficava comigo até que pegasse no sono. Sempre muito preocupado com o meu estado. Todo o conforto que uma gestante precisa, ele me dava. Eu já estava de cinco meses. A barriga tinha quase triplicado de tamanho.
 Zac comprava todo quanto era tipo de óleo para estrias não aparecerem... Mais uma ou outra era quase que inevitável. Zac já tinha sentido eles se mexerem varias vezes. E chegava a ser engraçado, por que eles passavam o dia todo sem se mexer, chegava à noite, perto da hora de ver o pai deles, começavam a se mexer, e vaziam a bagunça dentro de mim. Parecia que estavam se estapeando. Ontem mesmo, Stella estava sentada comigo no sofá junto com Zac e Dylan(Que se mudou junto  com Zac, por que segundo ele, isso era um acontecimento especial, e de fato era mesmo.) e Zac começou conversar com os bebes. Era te engraçado, por que parecia que eles escutavam mesmo. A médica disse que ainda era cedo, mais que a audição deles estava bem aguçada, e cada estimulo dos pais, (Especialmente da mãe) era correspondido na hora, mais parecia que era ao contrario com os meus filhos, eles correspondiam só quando Zac mexia com eles. Ontem, eles estavam muito agitados, e eu até chorei com a atitude do Zac, ele só posicionou a mão em cima da minha barriga e disse bem pertinho “Ei, amores...  Meus lindos, a mãe de vocês precisa de um descanso né? Sosseguem um pouco...” E deu um beijo em minha barriga.Foi tão lindo, que até Stella chorou. Ele tem se mostrado muito diferente do que imaginava. Melhor até.
Depois que a gravidez começou, Stella dormia comigo todas as noites, caso eu precisasse de alguma coisa, por que já estava se tornando um sacrifício andar, e dirigir quase que já não era possível por que causa da barriga. Zac até queria contratar um motorista pra mim, mais eu não precisava disso. Nunca dependi de ninguém pra nada...
Bom, agora faltava pouco tempo pro nascimento dos bebes e eu ainda não tinha decidido o nome deles, gostei de muitos, mas Zac não havia gostado nenhum. Difícil de agradar ele... Mas, algo dentro de mim está feliz por ter ele por perto. Saber que ele estava ali, nos momentos mais felizes da gravidez me deixava feliz e meio desconfiada ao mesmo tempo, mas a confiança iria vir com o tempo.




Dedicado a você que tem sido muito atentar aqui no blog! Amo vocês! Continuem lendo, grandes emoções estão por vir.

Bessos!
Amo vocês!
Fiquem com Deus!


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