Capítulo 31

Eu nem conseguia processar as informações de tanta emoção. Ter ela de volta depois de tanto tempo seria algo maravilhoso. E estava acontecendo e isso me dava uma certa esperança para o futuro. Enquanto esperava todos no saguão do hospital, um breve filme passou por minha cabeça. Desde quando ela chegou na minha casa com sua mãe e sua irmã. Eu ainda era muito novo para distinguir o que era amor, mas que eu sentia algo por ela, isso não posso negar. Depois, tudo que ela passou e sofreu por minha causa... Eu me sinto a pior criatura do mudo só de pensar em tudo. Perdido em meus pensamentos, nem percebi que Stella havia chegado com as crianças.
-Papai? –Greg disse vindo em minha direção com os passos em falso.
Amy e Greg já tinham aprendido a dar os primeiros passos há algumas semanas atrás, e como venho fazendo, gravei aquele momento para que Vanessa pudesse vê-los assim que acordasse.
-Oh meu filho... –Me levantei e fui até ele. O peguei no colo e o choro foi inevitável. –A mamãe filho, ela está acordando! Ela está voltando para nós!
(1 mês depois...)
A alegria tinha voltado a reinar. Vanessa respondia super bem aos tratamentos e aos poucos, seus movimentos iam voltando. Como ela tinha ficado muito tempo sem se mover, os movimentos eram falhos. Mas com as fisioterapias, ela estava voltando ao normal. Ainda se acostumando com a nova vida e com os bebes, mal tínhamos tido tempo para conversar sobre tudo o que aconteceu.

(Narração – Vanessa)


Na minha cabeça, eu tinha apenas dormido uma única noite. Mas ao contrario disso, meus filhos já estavam com um ano de idade. Confesso que quando acordei e os vi, me assustei. Mas os dois lembram muito o Zac e isso me deu a certeza de que eu tinha dormindo muito mais tempo do que imaginei. Mas eles eram lindos...
(Natal passado)

Amy, loirinha como o pai. Greg, moreninho, mas muito parecido com o Zac.
Aos poucos eu estava me adaptando com minha nova vida de filhos, médico toda semana, fisioterapia, e a necessidade de ter minha liberdade de volta. Eu estava bem e sentia isso, mas todos a minha volta me sufocavam até por acharem que eu necessito de atendimento 24 horas por dia. Eles não vêem que eu tenho dois bebes e que eles precisam de muito mais atendimento do que eu mesma? Eu entendo a preocupação deles e reconheço que eu poderia estar morta agora. Mas eu tenho dois filhos, e mesmo estando em coma, lutaria por eles até o fim.
Era um final de tarde. Estava sentada observando Amy e Greg brincarem na varanda e estava com o meu pensamento longe quando senti alguém me abraçando. Quando notei que eram braços fortes, já descobri quem era.
-Eles lembram muito você. Principalmente o Greg...
-Eles lembram você isso sim. Arrisco até em dizer que eles não tem nada de mim... São muito mais parecidos com você do que comigo mesma que carreguei eles por nove meses. –Rimos descontraídos. Zac sentou ao meu lado.
-Você não faz idéia de quanto senti sua falta. –Agora seus olhos começaram a se encher de lágrimas. –Pra você, pode ter parecido apenas uma noite. Mas para mim foi uma eternidade. A cada dia, eu tinha que encontrar novas forças para agüentar a pressão e saber que eu teria que criar os nossos filhos sozinho. Eu realmente não sei de onde eu tirei tanta força e estrutura para agüentar tudo isso. –Ele já não continha o choro.
O puxei para mais perto e o abracei fortemente. Apesar de tudo, eu nunca saberei como foi esse longo tempo. E o admiro por todo o sofrimento e dor. Mas mesmo assim, antes dos bebes nascerem, eu mesma havia dito a ele que a amizade era a única coisa que eu poderia oferecer. Para ele se passou um ano, mas para mim ainda continuava da mesma forma. Eu entendo que ele sofreu, mais e eu? E tudo que eu passei? Toda a humilhação e sofrimento? O tempo que passei sozinha no inicio da gravidez? Tudo isso não conta também?  Eu sofri muito. Chorei calada e se duvidasse, ele nem saberia que tem dois filhos. Pode até parecer mesquinho da minha parte, mas eu não quero sofrer de novo. Não agora, que tenho dois filhos. Eu ainda tenho essa ferida aberta dentro de mim, e apenas o tempo poderá curá-la. Certa disso, o afastei.
-Que foi? –Perguntou em meio ao pranto.
-Nada. Só acho que preciso de um tempo para colocar meus pensamentos no lugar. Sabe, muita coisa ficou sem resposta e eu pretendo encontrá-las sozinha. Não me interprete mal, eu só quero um tempo pra raciocinar tudo isso. –Me ajeitei no sofá e comecei a olhar fixamente para os bebes.
-Tempo? –O choro foi cessando e a raiva foi o tomando conta.Quando percebi que ele começava a se alterar, olhei-o novamente.  –Eu te esperei por um ano Vanessa, e agora você vem me pedir tempo? Olhe para eles! –Apontou para Greg e Amy. –Quando eles mais precisaram de você, você estava em coma e eu tive que os auxiliar mesmo sem ter forças e agora você me pede um tempo? Pra que? Pra correr atrás do Hoffman e viver um romance com ele? Fazer o que você queria ter feito antes do nascimento dos nossos filhos?
-Você está me magoando Zac... –Pequenas lagrimas começaram a querer brotar de meus olhos.
-Te magoando? Você consegue ter menção das palavras que você acabou de dizer? O tempo que te esperei não valeu de nada? –Fiquei em silêncio. –Hein Vanessa? Não valeu de nada? –Agora ele estava quase gritando. Greg e Amy se assustaram com o tom de voz do pai.
Eu não consegui responder. Só levantei, peguei Amy e Greg no colo e sai correndo casa a dentro. Mamãe e Stella já estavam a caminho da varanda para ver o que estava acontecendo quando passei por elas correndo. Subi rapidamente as escadas e me tranquei em meu quarto. Soltei os bebes no chão e me afundei na cama. Quando na verdade deveria dar auxilio a eles, eles que vieram até mim. Pediram minha ajuda para subir na cama e os ajudei. Greg me olhou fixamente como se quisesse saber o que estava acontecendo. Apenas os abracei e acabamos pegando no sono.

(Narração –Zac )

Como depois de tudo ele tem coragem de dizer que precisa de um tempo? Eu a esperei! Será que ela não consegue ver isso?
-O que aconteceu Zac? –Gina sentou ao meu lado com uma feição de preocupada.
-Nada. –Respondi grosseiramente. Me levantei e fui em direção a porta da frente.
-Aonde você pensa que vai Efron? –Stella tentou me impedir.
-E quem você pensa que é pra me interrogar sobre a minha vida?
-Eu? Eu sou a tia dos seus filhos e irmã da sua mulher. Acho que pelo menos mereço um pouco de respeito não acha?
-Respeito não se merece, se conquista. E a sua irmã acabou de perdê-lo. –A deixei falando sozinha.
Entrei no meu carro e apenas quis sair dali. Dirigi para longe até chegar no aeroporto. Parei e pensei se isso era o certo. Mas, aquela altura, já não pensava por mim mesmo.  Comprei uma passagem para a Itália. E sem malas, embarquei.
(5 horas depois...)
Desembarquei em minha cidade. Procurei meu celular e disquei os números que eu ainda sabia de cor.
-Alô?
-Mamãe?
-Filho! Como está? Como meus netos estão? Co...
-Mamãe! Calma! Uma pergunta de cada vez. Quer dizer, antes de tudo, eu preciso que você venha me buscar no aeroporto. Estou sem meu carro e não estou a fim de conversar com esses taxistas.
-Claro meu filho! Já estou a caminho!
Enquanto esperava minha mãe, pensei em tudo. Talvez seria uma loucura o que eu estava prestes a fazer, mas depois de tanto tempo que a esperei, aguardando a cada dia que passava uma nova chance de vê-la acordada e quando ela finalmente acorda, me descarta? Como se eu realmente fosse uma carta fora do baralho e que não fizesse parte daquela família? Os filhos também são meus. E se eu não posso tê-la novamente, pelo menos os meus filhos, eu quero. E vou lutar por eles até o fim.





Ainn gentei! Eu queria pedir desculpas pela demora... Estou em época de vestibular! Tenho que conciliar estudos, família, namorado... Tudo junto! Espero que alguém leia ainda.. :/// Bom, vou postar com mais frequência (espero.. Se alguém ler ainda ://) Bejo bejo.

Capítulo 30


(8 meses depois...)

-Bom dia! –Entrei na sala com Greg e Amy no colo.
-Bom dia Efron. –Stella respondeu indiferente.
-Mal humor...
-E se for? –Pegou Amy do meu colo. –Vou sair com eles hoje. Iremos ao parque.
-E desde quando eu deixei?
-E desde quando você pensa que tem poder sobre eles? Você é apenas o pai deles, mais quem vai passear e compra roupinhas pra eles? Quem? Quem? Eu. Então não se meta. –Tomou um último gole de suco. –Coloca o Greg no meu carro que já estamos saindo. E por favor, faça a barba que a sua aparência está horrível. –Saiu da cozinha e se encaminhou pra sala onde deitou Amy e começou a trocá-la.
Coloquei Greg no chão para brincar enquanto ela fazia o serviço em Amy. Sentei no sofá e a encarei.

-Não está tão ruim assim...
-Ah, claro que não. Está péssimo. –Jogou a fralda em minha mão. –Faça algo de útil Efron. E coloque o Gregory no carro. Já te pedi isso umas..
-Uma única vez Stella. Exagero em pessoal.
-Encosto em pessoa. Anda logo que estou com pressa.
Já havia se passado muito tempo desde o coma de Vanessa e tive que aprender a me virar sozinho. Sempre que minha mãe, Gina ou Stella podem, me ajudam com as crianças, mas todas as vezes que olho para Gregory, é como se estivesse vendo a minha pequena nos meus braços. Os dois se parecem muito. Ele tem todos os traços da mãe.
Mês passado os levei para conhecer a mãe deles pela primeira vez. Ela estava linda, como sempre. Amy logo ficou sentada na maca onde começou a acariciar o rosto de Vanessa. Gregory demorou um pouco para de acostumar, mas logo começou a fazer o mesmo que Amy. Todos que estavam presentes começaram a chorar, pois aquela cena realmente havia emocionado a todos.
A cada dia, as minhas esperanças de ter Vanessa de volta diminuem, pois já se passou quase um ano e ela não corresponde ao tratamento. Amo ela demais, pois ela me deu o melhor presente que poderia ter, mas às vezes, em minha cabeça, é como se nunca mais pudesse tocá-la, pudesse sentir o seu perfume, pudesse beijá-la...
Depois que Stella saiu com as crianças, fui até meu quarto e por segundos, pensei ter visto Vanessa lendo um livro na poltrona. Logo voltei ao mundo real: Dois berços, uma cama, e a poltrona vazia. A falta dela estava me corroendo por dentro. Logo meu celular começou a tocar. Era do hospital.
-Sr Efron?
-Sim.
-Aqui é Jolayne. Sou a secretaria do Dr Robert. Ele pediu para que o senhor viesse até o hospital que ele precisa falar com o senhor a respeito de sua esposa.
-Ah, sim. Claro. Já estou a caminho.
Desliguei o celular a rapidamente desci as escadas e me encaminhei para o hospital. A casa nova ligação, uma nova esperança crescia dentro de mim.

(Narração –Dr Robert)

No fundo do meu coração, tenho pena de Efron. Ele é um garoto tão jovem e já tem dois filhos. Vai além do meu potencial como médico trazer Vanessa de volta. O tempo que ela está passando no hospital só está acabando com ela. Devido às várias dosagens de remédios que estamos utilizando nela, ela está começando a formar uma toxidade no fígado. A mais de dez anos atuo na área da medicina e nunca vi um caso como esse. Uma garota que se negou a fazer cesariana, teve parto normal e rompeu as paredes internas no útero, perdeu 80% de sangue e ainda, se tentarmos acordá-la, ela corre o risco de ter uma parada cardiorrespiratória por estar fraca de mais. Se Efron realmente tem fé, ele terá de se apegar muito a ela, por que tentar reanimá-la, será uma atitude em vão.
Ele havia acabado de chegar quando recebi um telefonema da UTI.
-Doutor, precisamos do senhor agora no 380 da UTI.
-Mas este não é o quarto de Vanessa?
-Sim senhor, e pelo que parece ela está rejeitando a dosagem de sangue do dia.
-Já estou a caminho. –Sai correndo pelos corredores do hospital.
Quando cheguei no quarto, já haviam mobilizado uma equipe de médicos para tentar descobrir o que estava acontecendo com Vanessa.
-Saiam todos. –Ordenei.
Quando finalmente cheguei a Vanessa, estava vertendo sangue pelos canos. Era como se ela realmente tivesse fechado as comportas de suas veias.
-Desligue o aparelho de drenagem.
-Mas doutor.
-Agora! –Ordenei. –Não vê que os batimentos dela estão aumentado?
Aos poucos, foi retornando ao normal. Senti que era a hora de tentar acordá-la.
-Vamos desligar todos os aparelhos. Acho que já passou da hora de te acordar Vanessa.
-Estamos correndo o risco de perdê-la doutor.
-Na situação que nos encontramos, tudo se ganha, nada se perde. Desligue os aparelhos.
Os aparelhos já haviam sido desligados e milagrosamente os olhos dela começaram a se abrir. Foi um momento de grande festa para todos. Ela ainda não falava e mal piscava os olhos, mais aquilo sim foi um grande milagre.
Ordenei as enfermeiras que tirassem aquela roupa de hospital dela por que em breve, ela voltaria para casa.
Fiquei radiante com aquela cena. O sorriso era visível em meu rosto. Apenas imaginando qual seria a reação da família, encontrei Efron andando de um lado para o outro no corredor.
-O que aconteceu doutor?
-Por favor Efron, entre! –Abri a porta de um dos consultórios. –Você sabe que na área em que atuo, não acreditamos em milagres. Acreditamos em estatísticas, exames... Enfim, no que me de uma prova concreta. Só que, agora, eu acabei de presenciar um fato milagroso.
-Como assim doutor? Não estou entendendo nada.
-Bom, eu havia te chamado aqui por que eu realmente desistiria do caso de Vanessa e ordenaria que fossem desligados os aparelhos que ainda a mantinham viva. Só que no exato momento em você chegou eu recebi uma ligação da UTI, onde as enfermeiras me disseram que as transfusões estavam sendo rejeitadas por ela. Os aparelhos foram desligados e milagrosamente, os olhos dela começaram a se abrir e...
-Espera. Espera. O senhor está me dizendo que...
-A nossa Vanessa finalmente acordou.





FINALMENTE a nossa V acordou! Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeew agora, grandes emoções estão por vir! Desculpem pela demora e pelo tamanho do capítulo ok? O próximo vai ser bem grande :)))



XxXx

Capítulo 29


Dylan precisou segurar o braço de Zac para que ele não pulasse em cima de Hoffman e terminasse de arrebentar a cara dele.
-Saia daqui! Você não é bem-vindo! –Ordenei.
Com o olho roxo, Hoffman se levantou.
-Eu vou, mais não pensem vocês que eu não vou voltar. –Virou as costas e sumiu pelos corredores.
-Calma Zac. Esse aí não vai muito longe. Deixe ele de lado, em respeito à Vanessa, e em respeito aos seus filhos também. 
Depois do acontecido, Zac ficou o tempo todo com os bebes. Gregory e Amy já haviam recebido alta e poderiam ir para casa, mas Zac preferiu deixá-los no hospital por mais algum tempo, já que precisavam de leite materno. Ashley havia voltado algumas horas depois e mandou Zac para casa, que por sua vez estava com uma expressão horrível.
-Vai Zac. Eu fico aqui e qualquer coisa eu te aviso!
-Mas...
-Sem mais! Você precisa dormir! Relaxe, aqui tanto a Nessa quanto os bebês estão muito bem cuidados.
-Mais me promete que você vai me ligar!
-Eu vou te ligar... –O empurrou até a porta. –Vê se dorme!
Todos já tinham ido embora e já se passava das duas da manhã. Eu prometi a todos que se alguma coisa acontecesse, eu ligava, mais que essa noite era uma noite só minha e dos meus sobrinhos. Enquanto Greg dormia feito um anjo, Amy chorava feito uma condenada.
-Ei pequena... –A peguei no colo. –Xiu... Pronto, pronto. –Comecei a balançar a todo vapor, até que devagar ela foi pegando no sono.
Tentei a colocar no berço, mas começava o berreiro. Então, acabei por ficar com ela nos braços até de manhã. Ela era tão perfeita! Mal sabia que poderia crescer sem mãe... Claro que ajudaríamos o Zac no que ele precisasse, mas mesmo assim a falta de uma mãe é algo inexplicável.
Por volta das quatro da manhã, quando eu e Amy havíamos pegado no sono, senti meu celular vibrando. Levei um susto e quase que a acordei, mas com bastante cuidado, peguei o celular com a ponta dos dedos e quando vi no visor quem era, tive vontade de matar a pessoa.
-Escuta, eu não disse que se acontecesse alguma coisa eu te ligava? –Procurei falar em um tom que não acordasse Amy.
-Eu...
-Você deveria estar dormindo, que era o que eu estava tentando fazer até você me ligar perturbando o meu sono. Os seus filhos estão bem e está tudo ótimo. Mais alguma coisa?
-Não.
-Ótimo. –Desliguei o celular e o joguei em cima da cômoda.
Fechei meus olhos e tentei dormir mais um pouco, mas quando me dei conta já se passava das nove da manhã. Ninguém tinha chegado ainda. Eu não conseguia sentir meus braços, acho que ter dormido com a Amy não foi uma boa idéia. Coloquei-a no berço e ainda bem que ela não começou a chorar. Fui até o banheiro e dei uma lavada no rosto, que estava péssimo por sinal. Foi quando lentamente ouvi a porta sendo aberta. Dei uma espiada pela fresta da porta. Zac. Nem gastei meu tempo de ir cumprimentá-lo. Terminei de me lavar. Depois, passei reto por ele.
-Nossa, bom dia pra você também Teodora.
-Não me chame desse jeito! Você sabe que eu odeio! E fique sabendo você que o meu dia de ser solidaria já se foi.
-Pelo visto está de mal humor.
-Você queria que eu estivesse sorrindo depois de ser acordada as quatro da manhã? Me poupe Zac Efron! Me poupe! –Sai do quarto e ainda bati a porta.

(Narração –Zac)

Eu sabia que a bondade da Stella não ia durar muito tempo, mas seria melhor ela ir pra casa, tomar um banho e dormir mais um pouco.
Por volta do meio-dia, a enfermeira veio até quarto para dar de comer a Amy e Gregory.
-Bom dia senhor Efron. –Entrou cautelosamente no quarto.
-Bom dia. –Respondi.
-Se o senhor me permite, preciso trocar Amy. –Apontou para a pequena em meu colo.
-Ah, tudo bem! –A entreguei. –Alguma novidade de Vanessa?
-Os médicos estão investigando uma forma de poder acordá-la sem que a senhora Hudgens venha a óbito. Mas as chances ainda são pequenas. Eu sinto muito...
-Tudo bem. Eu já esperava por essa noticia. Mas eu gostaria de trocar um ou duas palavras com o Dr Robert. Tem como?
-Claro! Vou anunciá-lo. –Pegou o telefone do quarto e discou um ramal. –Doutor, o senhor Efron deseja falar com o senhor.
-Ele está sozinho?
-Sim senhor!
-Estou indo! –Desligou.
-Ele está vindo! –Começou a trocar Amy. –Uau...
-O que foi? Aconteceu alguma coisa? Ela está bem?
-Se acalme senhor Efron! Está tudo bem sim! Mas às vezes, quando acontecem casos como esse aqui no hospital que os bebes tem a ausência da mãe, nós fazemos esses procedimento e dar leite natural a eles. E parece que a pequena aqui reagiu bem. –Se referindo as fezes de Amy. –Geralmente, é mais molinho, mas o dela está durinho! O senhor não precisará se preocupar com problemas intestinais. Pelo menos não com ela.
-E isso é uma coisa boa?
-Claro que sim! Bebes com problemas intestinais são casos sérios! Mas não se preocupe, seus bebes são saudáveis!
-Com licença. –O doutor Robert entrou no quarto. O cumprimentei com um aperto de mão. –Temos novidades sobre o caso de sua esposa Efron!
-Mais que ótimo!
-Sente-se. Bom, pode ser que o processo seja um pouco demorado. Na verdade, vai depender da reação de Vanessa segundo os medicamentos e as transfusões. Basicamente, o que iremos fazer será aplicar dozes fortes de insulina para que o nível de açúcar no sangue dela aumente e desse meio tempo, iremos fazer as transfusões diárias. Mas foi como eu te disse, pode demorar um pouco.
-E o senhor tem uma idéia de quanto tempo?
-Foi como eu disse, vai depender da reação dela! Pode demorar um mês como também pode demorar um ano.
-E o que podemos fazer agora?
-Bom, primeiramente temos que achar de duas a três pessoas que tenha o mesmo tipo de sangue que ela, e depois é só começar as transfusões.
-Podemos começar por mim.






Estou de volta! =))) Espero que vocês ainda gostem das minhas histórias! Desculpa gente :ccc De coração, é que a minha vida está muuuito corrida! Estou trabalhando, fazendo curso, estudando, atualizando o ZNBR e ainda tenho que ter tempo pra família! Então não está sendo fácil, mas espero que vocês me entendam! Prometo que não vou demorar tanto assim mais!


Aah, pra quem ainda não conhece o Zanessa Brasil, entrem lá! É meu e da Mary! A gente esta carregando ele juntas há algum tempo! Pra quem ainda não conhece o nosso trabalho e pra quem conhece também, dá uma chegadinha lá! Estamos cheios de novidades e notícias diárias sobre o nosso casal predileto!
Bom gente, é isso! O capítulo está curto, eu sei! Mais no próximo vamos ter grandes surpresas! Fiquem ligados! 10 comentários pro próximo capítulo!

xx,

V


Capítulo 28


Todos saíram muito abalados da sala. Apesar de as pequenas joias raras estarem bem, e com bastante saúde, o quadro de Vanessa deixou todos muito abalados.
(Narração –Zac)
Apesar de tudo, eu sei que foi escolha dela. A minha Nessa está em coma por escolha dela. Mas e se ela nunca mais voltar? Como eu vou criar os nossos filhos? Eu não tenho chão sem ela. Aquele sorriso lindo de manhã, ouvi-la cantarolando pela casa. Saber que ela estava ali, mesmo sem falar nada. Apenas com olhares, entendíamos tudo. Eu entendo e tenho plena convicção, de que Ela ira voltar para mim. Talvez, tudo isso seja apenas um teste. A minha princesa vai voltar para mim. Eu tenho certeza.
-Senhor Efron? –Uma enfermeira interrompeu meus pensamentos.
-Sim?
-O senhor não deseja ver seus filhos? Eles já estão prontos.
Nossa, meus filhos. Ainda tenho que acostumar com a ideia de ser pai.
-Claro. Com certeza. –Me levantei.
-Siga-me.
A enfermeira me conduziu até o quarto que havíamos reservado a Vanessa. Quando entrei, me deparei com dois berços, e com ambos bebes dormindo em um sono pleno.
-Vou deixá-los a sós. –E saiu fechando a porta vagarosamente.
Como pode duas crianças terem nascido tão lindas? Como pode dois seres tão graciosos serem meus filhos? A beleza, e a calma foram dons herdados por Vanessa. Peguei Gregory no colo. Lindo! Amy dormia tranquila.


Meus filhos. Coloquei o pequeno Gregory no berço e voltei o olhar para a minha doce Amy. Tão linda. Tão graciosa. Minha Nessa acertou no nome. Ela é um amor.
-Será que posso conhecer meus afiliados?
Olhei para trás, e encontrei o sorriso de Ashley me observando. Ela veio até mim, e nos abraçamos.
-Acredite Zac, você não teve culpa. Sabe como a nossa Nessa é. Tudo a maneira dela. –Disse com a voz embargada pelo choro. Nos separamos.
-Mas veja só que coisinhas mais lindas. A cara da madrinha.
-De jeito nenhum. São a cara do pai. Ela não fez os filhos sozinha.
-Vocês fizeram um bom trabalho Zac. Você tem é que se orgulhar. Olha que crianças lindas? Logo logo a nossa Nessa estará com agente de novo. Olha –Pegou nos pezinhos de Amy. –Olha que pezinho mais pequeninos? Vamos Zac, preciso tirar uma foto para mostrar a Nessa o quão pequeno era os pezinhos da filhinha dela. Segura os pezinhos dela.
-Ficou linda papai. –Sorriu e me mostrou a foto.

-Bom, eu vou indo. O Scott quer me ver... –Limpou uma lagrima. –Qualquer coisa você me liga?
-Ligo sim. –Nos despedimos.
-Cuida bem deles. Com certeza, Nessa está orgulhosa de você. Quer que eu diga para as vovós entrarem?
-Ah, sim. Claro. Elas com certeza querem conhecer os netinhos. –Sorri e voltei o olhar para os bebes.

(Narração –Ashley)

Sai tão desolada daquele quarto. Imagina? Perder a minha melhor amiga e ainda, ter que ver o amor da vida dela criando os filhos deles sozinho? Isso não pode ser real. Fui até a recepção do hospital, e procurei saber mais informações sobre a minha amiga.
-Oi, é... Eu sou amiga da paciente Vanessa Hudgens, será que você poderia me informar o número do quarto dela?
-Desculpe mais ela está em uma área onde só pessoas autorizadas podem entrar.
-Ela tá na UTI não é? Apenas uma pessoa por vez, então, eu serei essa pessoa. Por favor, só me informe o número do quarto dela. Meu nome é Ashley Tisdale. Eu não preciso de mais de 15 minutos.
-Só um momento. –Pegou o telefone e discou alguns números. –Doutor Robert, eu estou aqui com uma moça que se identifica como Ashley Tisdale, e ela gostaria de visitar a amiga Vanessa Anne Hudgens que está na UTI, eu posso autorizar a entrada dela?
-Essa menina... É uma loira?
-Sim doutor.
-Se não a deixarmos entrar, ela nos trará problemas, então, autorize a entrada. Mas com todos os procedimentos que são necessários, e apenas 30 minutos. Nada além disso.
-Ok doutor, irei conduzi-la então. –Colocou o telefone no gancho. –O doutor Robert autorizou a sua entrada, mas apenas por 30 minutos.
-Ótimo. É tudo que eu preciso. E, qual é o quarto dela?
-Desculpe senhorita Tisdale, mais antes de entrar na ala onde a senhorita Hudgens está, é preciso tomar alguns cuidados e passar por alguns procedimentos antes. –Ela saiu de detrás do balcão e saiu andando. Fui atrás dela. –Bom, aonde a senhorita Hudgens está, é considerado uma área de risco. Ela está em uma sala solitária, mas para que seja evitado futuros problemas, a senhorita dele lavar muito bem as mãos e colocar essa mascara e avental. –Me entregou as duas peças depois de tirá-las de um armário. –Também peço para que deixe suas joias em sua bolsa e a guarde aqui. –Abriu a porta de um armário, onde ficava perto do corredor onde continha uma porta de plástico vaivém que dava acesso a UTI.



-Bom, a senhorita entrará por essa porta e seguirá o corredor até chegar a uma porta onde estará escrito “Ala Proibida – Acesso somente a pessoas permitidas”, e lá estará a sua amiga. Lembre-se que a senhorita só tem 30 minutos.
-Obrigado. –A moça se virou e voltou aos seus afazeres.
Procurei por um banheiro e lavei as mãos como foi dito. Deixei minhas coisas no armário, o tranquei, coloquei a chave em meu bolso, respirei fundo e comecei a andar por aqueles corredores. Eu teria que encontrar Scott, é verdade, mais minha amiga precisava de mim, então ele teria de esperar. Passei pela porta, e segui exatamente as coordenadas da jovem secretaria. Andar por aquele lugar aterrorizante me deu um certo medo. Só de pensar que a minha amiga, a minha Nessa estaria dentro de uma daquelas salas, repirando e comendo por aparelhos, me deu um arrepio enorme. Sempre a vi tão alegre, tão contente, que seria difícil vê-la em cima de uma cama sem poder se mover.
Encontrei a porta. No momento em que fui abri-la, uma enfermeira foi mais rápida.
-Pois não? Posso ajuda-la?
-Sim. Claro, estou à procura do quarto de Vanessa Hudgens.
-Ah sim, a mocinha que deu a luz a gêmeos. Corajosa ela. Venha, eu te levo até lá. –Caminhamos por mais alguns corredores, até que chegamos à porta com o nome de Vanessa estampado na porta. –É aqui. A senhorita tem 30 minutos.
Por céus, quantas vezes mais eu ouviria que teria somente mais 30 minutos? Hello? A minha amiga não tem nenhuma doença contagiosa okay?
-Tudo bem. –Não fui grossa com a moça, afinal, ela só estava fazendo o trabalho dela.
Tomei corajem e abri a porta de vagar. Encontrei a minha amiga, minha pequena ligada a vários fios que passavam de maquina em maquina. Me aproximei e já não consegui conter minhas lagrimas. Peguei a pequena mão com fios e aparelhos entre os dedos.
-Nessa... –Coloquei uma mecha de seu cabelo para trás. –Minha amiga, minha companheira, minha princesa... Seus filhos são lindos amiga. São graciosos como você. Eu sei que de alguma forma, você está me ouvindo. Então, volta pra gente amiga. Eu preciso de você. –Cheguei bem perto do ouvi dela. –Eu preciso de você amiga. –Sussurrei. Apoiei minha cabeça na mão dela e chorei descompensadamente.
Vinte minutos haviam se passado. Eu ainda estava ali, chorando. Dói saber que a minha amiga estava ali, mais não falava, não correspondia a nenhum dos estímulos. Nada. Apenas a respiração cansada. A beijei a testa e sai, pois já havia se esgotado meu tempo.

(Narração –Stella)

Estávamos sentados em uma sala que foi reservada para os familiares. Aos poucos, tios, primos e amigos de Zac e de Nessa foram chegando. Tão pouco já havia quase 100 pessoas naquela sala. Dylan estranhamente havia se achegado. Crescemos juntos, mas nunca tivemos aquele “laço” familiar que nem ele tinha com a minha irmã. Mas com certeza aquele não era o momento para esclarecer duvidas tão intimas que ficariam entre mim e mim mesma e no máximo, entre eu e Vanessa.
-Eu acho que eu vou pegar um café. –Disse a Dylan que estava com a cabeça encostada na parede tentando dormir.
-É... –Bocejou. –Acho que eu também vou.
Cruzamos nossos braços, passamos pela recepção e fomos e direção a maquina de café expresso. Enquanto o café era feito, Dylan bocejou mais umas três vezes.
-Tem certeza de que não quer ir pra casa dormir? Não teremos mais noticias por hoje.
-Agente... –Bocejou de novo. –Nunca sabe. Vou ficar aqui, até por que, ainda não vi meus afiliados.
-Então, senta e dorme, por que o tanto de gente que tem aqui pra ver essas crianças... Eu que sou tia acho que só vou conseguir ver amanhã. –Tomei um gole do café.
Enquanto Dylan fazia o dele, virei para o corredor e vi Zac vindo em nossa direção cabisbaixo, com as mãos no bolso e bocejando também.
-Olha só...  –Bocejou. –O papai Efron tá na área.
-Oi. –Disse com a voz embargada pelo choro e com os olhos avermelhados.
-Vêm! –Abri os braços para ele.
Eu sabia que apenas um abraço era tudo o que ele precisava. Todos estavam muito abalados, mas acredito que ele estivesse mais do que todos.
-Eu sei que não chega nem perto do abraço da Nessa, e sei também que você queria sentir o... Enjoante cheiro do Pink Sugar dela, mas eu tenho certeza de que logo ela estará aqui para matarmos as saudades. –Olhei pra ele que já derramava lagrimas com um disfarçado sorriso escondido. Beijei seu rosto e voltamos a nos abraçar.
-Eu não sei se eu vou conseguir Stell... –Disse com a voz abafada pelo choro.
-Vai sim! –Separei ele de mim. –Olha, você é um pai perfeito Zac. Eu e você temos as nossas indiferenças, mas você tem que entender, que com ou sem a minha irmã, você terá que ensinar aos seus filhos, tudo o que eles precisam saber. Como serem boas crianças. Como serem como os pais deles.
Nos assustamos com o barulhos das portas se abrindo bruscamente.
-Espera, aquele não é o Hoffman? –Perguntei a Efron.
-É ele sim.
-“EU QUERO SABER DELA! CADÊ? CADÊ O DESGRAÇADO DO EFRON?” –Gritava para a balconista que tentava acalmar ele. –“VOCÊ!” –Saiu correndo da recepção e veio em nossa direção.
Do jeito que ele veio, já puxou o braço e deu um soco no rosto de Zac, que na hora respondeu na mesma moeda, só que o dele foi tão forte, que fez com que Hoffman caísse no chão.
-Calma Zac! –Dylan pegou ele pelo braço.
-Ei... –Dei dois tapas de leve na cara dele, que tinha ficado meio desacordado. –Qual foi a sua?
-Esse desgraçado, lazarento, fez com que a minha princesa entrasse em coma. Você merece coisa pior Zac Efron. Se ela não voltar, se sinta culpado pelo resto da vida.









Bom Girls, é isso! Fiquei muito feliz por terem comentado no capítulo anterior! Que bom que gostaram! E ai? O Hoffman tava sumido né? Agora ele voltou! E já deu pra ver que não está de brincadeira. Bom, é isso! 8 comentários para o próximo capítulo!


Bessos!
Amo vocês!
Fiquem com Deus!

Capítulo 26 & 27 - O grande dia

Antes de tudo, eu queria pedir desculpas pela demora. Eu sei que eu estou bem atrasada nas postagens e que o capítulo anterior ficou uma porcaria, mais era só pra não deixar vocês sem nada! Hoje, prometo surpreender vocês! Espero que gostem do capítulo!

xx,

V

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(Cap 26)

4 meses depois...

Me lembro do dia em que fiquei sabendo que estava grávida como se fosse ontem. Estou completando exatos nove meses. Os médicos disseram que eu não aguentaria até o sétimo mês. E aqui estou. Não aguento nem andar direito, mais quem disse que eu não conseguiria chegar até o fim, se enganou completamente.
Minha casa tem sido bem movimentada nos últimos dias. Ashley e as garotas (Kim Higaldo, Laura New, Ashley Benson e Melody Darlene) acamparam aqui em casa. Disseram que não poderiam perder esse momento por nada. E como a casa era grande, é claro que manteria minhas amigas perto de mim. E nos últimos dias, elas andaram fazendo algumas coisas meio... Inesperadas. Desenharam em minha barriga. Até que ficou bonitinho.


Elas falaram que foi em minha homenagem. Essas garotas... São as minhas preciosas.
O grande dia estava chegando. Os médicos disseram que provavelmente, os bebes nasceriam dia 18 de outubro, incrivelmente na data de aniversário de Zac. Ele estava mais preocupado com essa data do que os próprios médicos. Eles disseram que era um pouco exagerado da parte de Zac toda aquela preocupação. Eles me chamaram de “gestante maravilhosa”. Durante toda a gravidez, não tive problema algum, e que não seria agora que teria.
Starla ficou muito feliz com a notícia de que seria avó. E ela, por sua vez, também se mudou para a minha casa, juntamente com Dylan. E obviamente, comprou mais e mais acessórios para os futuros netos.
Mês passado, quando fui ao médico, Zac estava junto, pois seria um momento decisivo. Decidiríamos a técnica que seria usada no parto. Se seria o parto normal, ou cesariana. O tempo todo, tanto Zac quanto o resto da família inteira, insistiam na ideia de que eu deveria fazer à cesariana. O médico disse que, diferente dos outros casos, eu poderia sim ter os meus filhos normalmente.  Eles estavam separados, e não haveria problema em tirá-los de lá sem fazer à cirurgia.
Já estavam até na posição. Não sei por que todos estavam tão preocupados. Enfim, eu teria meus filhos da forma como eu quisesse. Os médicos autorizaram, e por que não? Sim, médicos. O excelentíssimo pai dos meus filhos contratou não só um médico, mais sim quatro médicos. Bom, exageros do Zac a parte, sem ninguém saber, eu assinei um termo autorizando os médicos a fazerem o parto, mesmo que eu corresse riscos de entrar em coma e não voltar mais. Claro, que como qualquer outro procedimento, um parto tem os seus riscos. E tanto que para o meu caso, de gêmeos, eu teria de fazer à cesariana. Só que, nada mais natural do que um parto normal.  Eu sabia dos riscos, e assumo todos eles. Por que eu sei, que mesmo entrando em coma ou não, meus familiares, amigos e por que não Zac, cuidariam muito bem dos meus filhos. Minha bisavó teve parto normal, minha avó teve parto normal, minha mãe teve parto normal, e eu com certeza seguiria a tradição da família, mesmo que isso custasse a minha vida. Sou completamente a favor de partos humanizados. Cirurgia, agulhas, anestesia, gaze, bisturi... Simplesmente não combinam comigo. Eu acho que as mulheres que fazem cesariana, arrumam só uma forma de não sofrerem no parto, o que eu acho super normal. Mas se tenho saúde, não vou ficar arrumando pretexto para não ter os bebes normalmente. Eles vão nascer, independentemente da técnica que será usada.
Hoje, 17 de outubro, se iniciou as preparações para o nascimento dos futuros herdeiros das famílias Efron & Hudgens. Zac, como sempre, correndo com malas pra cima e pra baixo na casa. Todos arrumaram tudo. Não tive de me preocupar com nada. Até a roupa dos recém-nascidos já haviam sido escolhidas. E o dia passou rápido de mais. Quando me dei conta, já se passavam das oito da noite. Estava sentada a beira da piscina com um copo de suco em mãos. 

Todos estavam muito agitados na casa, mais logo o silencio reinou. A noite seria de alerta, caso minha bolsa estourasse. De olhos fechados e com fones de ouvido escutando “Listen” de Beyoncé, nem percebi que Zac havia se aproximado e havia sentado ao meu lado. Só então, quando a música terminou, ouvi um pigarreado ao meu lado. Abri os olhos, e encontrei as safiras me encarando com ternura.
-Oh, Zac. Nem te vi chegando. –Me ajeitei na espreguiçadeira e retirei os fones.
-Percebi. –Disse em um tom descontraído. –Então? Preparada para o grande dia?
-Olha, eu acho que eu sou a mais calma de todos nessa casa. Vocês estão tão preocupados com o nascimento dos bebes... –Arrumei o decote do vestido. –Zac? –O encarei com seriedade.
-Sim? –Encontrou meu olhar com o mesmo sentimento.
-Sabe... Amanhã tudo pode mudar.
-Pra melhor. –Sorriu –Pra melhor Nessa.
-Sim. Claro. Mas ainda não escolhemos os nomes Zac.
-Eu pensei em alguns...
-Estou aberta a sugestões. 
-Eu pensei em... Gregory. –Olhei para seus olhos um pouco assustada. –Gregory David Alexander Hudgens.
-Por que tirou o Efron?
-Pensei que não gostaria do nome tão grande.
-Gregory David Alexander Efron.
-Por que tirou o Hudgens?
-Sobrenome feminino. –Rimos –É melhor assim. Agora o da menina, eu pensei em... Amy.
-Gosto desse nome. Amy. Significa amor.
-Significa que Gregory cuidará de Amy. Será o vigilante da doçura dela. Amy Annabelle Kendall Hudgens.
-Nossa... Você teve bastante tempo pra bolar esse nome em? Mais eu gosto. Gosto de Amy. Gosto de Annabelle. Gosto de Kendall. E gosto de Hudgens. E gosto mais ainda da mãe dessa bebe linda que carregara o seu sobrenome. A mãe que carregou os meus filhos por nove meses. –Acariciou minha barriga. –Eu te amo Nessa. –Se aproximou e ficamos sustentando os rostos um no outro.
Senti alguma coisa molhada em meu colo. Pensei que fosse o copo de suco que poderia ter virado. Mais não. Olhei para baixo e o momento tão esperado havia chegado. Olhei para Zac e vi o desespero repentino em seu olhar. Apenas peguei a barra do vestido e tentei enxugar a água. Sim, minha bolsa havia estourado. Ótimo, hora da correria. Zac entrou correndo dentro da casa e alarmou todos que estavam lá dentro. De pronto, mamãe, Stella e Starla vieram correndo em minha direção.
-Você está bem meu bem? –Mamãe disse desesperada.
-Estou mamãe.
-Claro que não está né mãe. Ela está grávida. Prestes a dar a luz.
-Estou sim Stella.
-Você quer alguma coisa meu anjo? Uma água, um suco, talvez um sanduiche?
-Não não Star. Eu estou bem. Alias, se acalmem gente. –Todos pararam o que estavam fazendo e me olharam. –É serio. Se acalmem. Eu aguento mais algumas horas. Nem comecei a ter contrações.
-Algumas horas? Tá ficando maluca né mana? Você tá quase explodindo.
-Sem contrações os bebes não nascem sabia? –Tentei fazer uma piada mais o momento era de tensão entre elas.
-Mamãe? –Zac gritou do segundo andar da casa.
-Sim meu filho!?
-Cadê a bolsa que eu deixei aqui com os documentos?
-Já está no carro meu bem. Agora é só levar a nossa querida ao hospital. Você já alertou os médicos?
-Sim. Eles já estão aguardando.
-Chegou a hora Nessa! –Dylan veio todo empolgado e começou a arrastar a espreguiçadeira para mais perto do carro que haviam alugado para levar todos ao hospital.
Zac e Dylan me ajudaram a entrar no carro. Durante o percurso Ashley e as meninas ligaram para todos os nossos amigos e parentes para dar a noticia. Zac segurou minha mão o tempo todo. No meio do percurso, comecei a suar, e as primeiras contrações começaram a aparecer. Mais mesmo assim, mantive o controle. Todos já estavam tão apavorados. Não seria eu a piorar as coisas. Todos estavam apreensivos. Um pequeno soluço que tivesse, era motivo de pânico. Peguei meu celular, e comecei a digitar uma mensagem a Zac. E programei para que fosse entregue em duas horas, que imaginava eu, que era o tempo estimado em que eu já estivesse na sala de parto.
Quando chegamos ao hospital central, duas enfermeiras seguravam uma maca para que pudessem me levar até a ala central do hospital. O que recusei de pronto.
-Mais senhora Hudgens, é preciso. –Uma das enfermeiras tentou me impedir de entrar no hospital com minhas próprias pernas.
-Não, não é. Eu ainda consigo andar com minhas próprias pernas, então só me carregaram em uma maca, quando eu estiver inconsciente. Eu sei que esse é o seu trabalho meu bem, mais acontece que eu tenho uma família de exagerados sabe? Então, prefiro andar enquanto posso. –Sussurrei no ouvido da enfermeira.
-Eu ouvi isso minha filha. –Mamãe disse logo atrás de mim.

(Cap 27)

Enfim, conseguimos entrar no hospital. Tudo estava em seu lugar e em perfeito estado. Um silêncio que foi quebrado com a entrada das famílias Hudgens & Efron em massa na sala de espera do hospital. Fomos até o apartamento que havia sido reservado, e por incrível que pareça, coube todos lá dentro. Fui até o banheiro, e com a ajuda de Ashley, troquei meu vestido pelas roupas do hospital. Logo as enfermeiras vieram e me envolveram com um aparelho que diziam ser um medidor de contrações.
-Olá, olá e olá! –Entrou um dos médicos da equipe de plantão. –Vejamos, temos aqui uma família mais apavorada do que a própria gestante. –Disse em bom humor.
-Pois é doutor. Até parece que são eles a gestante. –O riso na sala foi inevitável.
-Vejamos, a nossa pequena aqui está de 42 semanas. Uau... –Disse o médico impressionado. –Nunca vi uma gestante de gêmeos chegar à tão longe assim. Mas vejam bem famílias, contração, por exemplo, é um dos principais sinais de que a hora do nascimento do bebê, no caso bebes, está próxima. É a evidência de que o trabalho de parto começou. Mas é preciso saber diferenciar as contrações em latente e ativa. No caso de Vanessa, já está latente. Percebam que a barriga dela já está em seu máximo, e começou a endurecer. Isso significa que a hora é próxima. Mais não tanto. Vejo que a bolsa se rompeu, mas ainda vai demorar um pouquinho para os bebes nascerem. A contração ocorre para afinar o colo do útero e empurrar os bebês, alargar o canal de parto e dilatar o colo. Algumas mulheres relatam dor, outras não. Tudo depende do limiar de dor de cada uma, nesse caso, ela não sente tantas dores, o que só melhora para ela. Para que um parto ocorra, precisa de contrações com intervalos entre 2 ou 3 minutos. Vanessa ainda está com intervalo de 10 minutos, ou seja, creio que ainda seja tardia a hora do parto. Cerca de duas a três horas. Em quanto isso, colocaremos um soro com um estimulante para diminuir o intervalo das contrações. E também, é super fundamental que a paciente ande. Isso também aumentara a dilatação dela. Que por enquanto, está com 4 de dilatação. Mas acredito que isso seja o menos complicado. Já avisando aos familiares que caso tenha complicações durante o parto, ele poderá levar de 3 a 4 horas. Dependendo da disposição e garra da gestante. –Explicou o mais sereno possível, e todos ouviram atentamente. –Duvidas?
-Sim, muitas. –Zac se manifestou em meio a todos.
-Suponho que seja o pai dos bebes.
-Sim, sou eu mesmo.
-Pois bem, se me permite um elogio querida Vanessa, você é um homem de sorte. Tem uma bela mulher ao seu lado que dentro de algumas horas, o presenteara com dois anjos. Parabéns. –O estendeu a mão para que Zac o cumprimentasse, que de instante correspondeu ao gesto. –Bom, estou aqui para respondê-las. Mas se me permitem, preciso que abram espaço para que minhas enfermeiras entrem com o carinho de soro. Vanessa, a partir de agora, é superimportante que você ande. Então, utilize esse carinho para se movimentar pelo hospital. Ande pelos corredores, encontre outras gestantes no mesmo caso, mas atenção: Assim que as contrações diminuírem de intervalo de tempo e durarem entre 60 segundos, me avise imediatamente, por que a tão esperada hora chegou. Ok?
-Sim senhor. –Bati continência. –Permissão para sair andando pelo hospital capitão.
-Permissão concedida major.

(Narração –Zac)

Era impressionante o censo de humor que Vanessa tinha com ela. Tirava sarro de tudo e de todos. Assim que as enfermeiras a injetaram o soro, parece que foi um estimulo para que as brincadeiras aumentassem, não para diminuir o tempo das contrações. Andando pelos corredores junto a ela, Dylan, mamãe, Gina e Greg, Vanessa fazia piadas de grávida, que nunca imaginei que existissem.
- A loira vai ao ginecologista e o medico informa:
- Tenho uma boa notícia! Você esta esperando um bebê!
E a loira:
- Então fala para ele vir logo, pois hoje estou com pressa... –Não nos controlamos e rimos bem alto. –Ainda bem que a Ash não está por perto... Não, mais essa é a melhor: A mulher chega ao consultório médico com a filha de 17 anos.
— Doutor! A minha filha perdeu o apetite, não para de vomitar, vive sentindo tonturas... Por favor, veja o que a minha criança tem!
Depois de um rápido exame, o médico conclui:
— Minha senhora, a sua "criança" está esperando outra criança! Ela está grávida de dois meses!
— O quê? — grita a mãe, indignada — A minha menina nunca esteve sozinha com um homem! Né, filhota?
— Claro, mamãe! Eu sou virgem!
O médico vai até a janela e fica calado, olhando para o céu.
— O que o senhor está fazendo? — pergunta a garota, visivelmente nervosa.
— Da última vez que isso aconteceu, nasceu uma estrela no oriente e chegaram três Reis Magos. Desta vez, eu não quero perder o espetáculo. –Até as enfermeiras riram da piada.
Já se passavam de duas horas que estávamos andando pelos corredores do hospital, ouvindo as piadas de Vanessa e encontrando outras gestantes que se encontravam no mesmo estado que ela.
-Você está esperando gêmeos? –Perguntou ela a uma moça de seus dezoito anos.
-Não... É um só mesmo. Mais estou com medo.
-Por quê? –Perguntou Vanessa curiosa.
-A minha gravidez é de risco. Fiquei sabendo que meu marido é soro positivo, e meu bebe também. E possivelmente, eu também seja portadora do vírus.
-Nossa, eu sinto muito. –Disse com ternura a menina. –Mais que você consiga ter o seu bebe.
-É o que eu mais quero. Bom, boa sorte minha querida.
-Igualmente. –Se despediu da menina e continuou a caminhar. –E ainda tem gente que reclama da vida. Tadinha...
Continuamos andando quando Vanessa segurou minha mão fortemente e disse. –Ai... –Presumi que aquilo fosse uma contração, e logo me atentei para ver o tempo que durava. 60 segundos. Caso a próxima fosse em 2 ou 3 minutos, a hora havia chegado. Três minutos depois, outra contração fortíssima. Soube então que o momento tão esperado tinha chegado. Vanessa me olhou um pouco curvada, soltou um sorriso encantador: 
E disse:
-Chegou a hora meu bem!
Naquele mesmo instante, peguei uma cadeira de rodas que estava perto, e coloquei Vanessa sentada, que suava muito e as mãos tremiam. Tentei manter a calma. Todos os familiares foram acionados. Vanessa estava na sala de parto. O médico de plantão disse que ela já estava com 8 de dilatação, e que até já podia ver a cabecinha de um dos bebes. Mas ela teria que ter força. Por ordem dos médicos, não pude entrar na sala de parto, o que me deixou um pouco nervoso. Assim que me sentei na sala de espera que agora tinha em torno de 40 pessoas, contando com familiares e amigos, e esse número ainda tinha de aumentar, recebi uma mensagem de Vanessa. Como? Se ela estava em trabalho de parto? Me lembrei que no caminho para o hospital, ela digitava uma mensagem. Com certeza deve ter programado. Sem mais, abri a mensagem.
From: Nessa
“Eu sei que você deve estar estranhando, por que agora provavelmente eu esteja em trabalho de parto, mas, existem algumas coisas que eu não te expliquei, e que necessitam de uma explicação. Zac? Entenda que quando eu não te disse que estava grávida, era por que eu tinha medo de que você não me aceitasse. E também, agora isso já não faz mais diferença, por que você se mostrou um ótimo pai. Eu sei que você sente falta de quando estávamos juntos, e acredite, também sinto. Mas, algumas coisas ainda estão meio confusas em minha mente e espero que você entenda. A propósito, diga a meu pai que a escolha do nome do herdeiro da família, foi sua. Talvez eu não esteja com vocês nos primeiros meses depois do nascimento dos bebes. Entenda, foi minha escolha. Acima de tudo, saiba que eu sempre te amei Zac. E sempre vou te amar. Nunca se esqueça disso. Cuide bem dos bebes... Nossos filhos.
Com amor,
Sua Baby V para sempre!”
Na hora, comecei a chorar. Eu sabia muito bem do que Vanessa havia se referido. O médico me disse que provavelmente ela teria uma grande perda de sangue, devido ao esforço que ela fará. Dylan veio até mim, e me abraçou.

(Narração –Médico)

-Vamos minha querida, já está quase saindo! –Minha ajudante disse a Vanessa que estava completamente pálida, suando muito e apertando com toda a força as mãos dela.
-AAAAAARGHH... –Vanessa gritou fazendo força. Respirou fundo e tentou mais uma vez.
-Robert? Talvez seja a hora de inverter. –Sophia, uma das médicas disse em voz baixa.
-NÃO! –Vanessa ordenou, e na mesma hora, puxou mais fôlego e fez uma força que todos na sala ficaram impressionados.
Já se passavam de duas horas de parto, e ainda apenas a pequena Amy havia saído com saúde. Com 3,250 quilos e com 50 centímetros. O pequeno Gregory não conseguia sair.
-Já posso ver a cabeça do mais novo herdeiro da família. –Vanessa soltou um sorriso abafado e cansado.
-Doutor... –Disse quase sem voz o puxando pela mão. –Quero ver... Minha filha. –Disse ofegante.
-Claro, claro! Clarisse? Me traga a pequena Amy.
De pronto, a enfermeira trouxe a pequena bebe envolvida em um pano do hospital e ainda um pouco suja de sangue. Vanessa se inclinou e beijo a testa da filha. Uma lagrima correu por seus olhos ao ver que mesmo pequenina, já se parecia com o pai. Com alguns cachos loiros e um rosto angelical. Sem ao menos um único choro. Clarisse levou a pequena Amy de volta a antessala.
-Vamos lá Vanessa. Não desista agora. Gregory já está chegando!
-AAAAAAAAGRH –Já sem forças, Vanessa deu o seu ultimo grito, e o lindo bebe Gregory chegou ao mundo.
-Um lindo meninão Vanessa. –O levei até ela todo ensanguentado. Vanessa deixou as lagrimas caírem sem sessão. Apenas encostou os lábios na testa do menino, e caiu pálida com a cabeça no travesseiro. 
-Eu disse que não deveríamos ter feito normal Robert! –Disse Suzan pegando algumas gazes e tentando estancar o sangue que jorrava pelas pernas de Vanessa.
-Santo Deus! –Fui até ela, e tentei a ajudar. Entreguei o menino à enfermeira.
Os bebes já tinham nascido agora era uma luta contra o tempo para salvar à vida da mãe deles. Como já era esperado, Vanessa teve um sangramento fortíssimo devido ao excesso de força que ela havia feito, e provavelmente, deveria ter rompido algum vaso importante dentro dela. A placenta enfim saiu, e mesmo assim, ainda continuava a jorrar sangue.
-Doutor, a pressão dela está caindo rápido de mais. –A enfermeira disse tentando aumentar a dose do soro que entrava pelas veias de Vanessa.
-Não podemos perder a paciente. –Fui até Vanessa e comecei a comprimir seu peito.
-Consegui. –Suzan disse saindo de detrás do portal azul. –O sangramento está estancado. MEU DEUS! –Suzan se assuntou assim como eu com o barulho aterrorizador do monitor multiparametrico, indicando que o coração de Vanessa havia parado. De 120 batimentos, caiu para 5, até chegar em 0.
-ME TRAGAM O CARRINHO DE REANIMAÇÃO! AGORA! –Gritei nos corredores, que de pronto estava lá. As enfermeiras faziam massagem cardíaca para tentar reanimar Vanessa. –AFASTEM-SE. –Ordenei com o aparelho em mãos.
Dei o primeiro choque. Continuou em zero. Tentei mais uma vez, e nada. Não poderia perder Vanessa. Não tão nova, com a vida inteira pela frente, e ainda com dois bebes para criar. Aumentei a potencia ao máximo, e pedi a Deus para que dessa vez funcionasse.
-AFASTEM-SE. –Ordenei novamente.
E os batimentos, aos poucos, foram se estabilizando novamente. Todos na sala bateram palmas. Sempre que isso acontece, é motivo de alegria a todos.
-Levem-na para a UTI e a mantenha sobre efeito de remédios. –Tirei as luvas ensanguentadas, joguei ao lixo e fui até aonde os bebes estavam.
-Aqui estão doutor. Gêmeos bivitelinos. Tão diferentes e tão parecidos ao mesmo tempo. Eles acabaram de espirrar juntos. –Disse a enfermeira um pouco emocionada.
-Realmente são lindos. Bom, vamos ao que interessa. Eu quero o relatório de horário de nascimento dos bebes, altura, peso, circunferências, tudo! E eu preciso pra ontem! A família deve estar angustiada.
-Sim senhor. Aqui está. –Entregou-me uma prancheta. –Quer que chame os familiares a sua sala?
-Melhor conduzi-los ate a sala de reuniões. É uma daquelas famílias que vem em comboio sabe? E também, a noticia que darei a eles com certeza formará grande alvoroço.
Fui até a sala, e aguardei todos entrarem. De um em um, foram entrando os familiares e amigos mais próximos, ansiosos por noticias.
-E então doutor? Como está a minha pequena? –Gina se manifestou.
-Sentem-se todos. Bom, primeiramente queria parabenizar a você, Zac, seus filhos são lindos. Amy foi a que nasceu primeiro. Sem um choro se quer. Calma e serena. Nasceu com 3 quilos e 250 gramas e com 50 centímetros. Ela nasceu ás 2:15 da manhã do dia 18 de outubro. Já o pequeno grande Gregory, nasceu com 4 quilos e 450 gramas, com 60 centímetros. Esse demorou um pouco mais, nascendo as 4:10 da manhã do dia 18 de outubro. –Gina e todos ficaram maravilhados com a noticia que os bebes haivam nascido com saúde.
-E a minha filha doutor? –Uma voz rouca, um pouco cansada, soou por dentre todos. Greg queria saber de sua filha.
-Bom, o caso de Vanessa foi um pouco mais complicado. Mês passando, quando ela veio até o hospital, ela assinou um termo de responsabilizando pelas causas do parto normal.
-Como assim se responsabilizando? –Uma loira se levantou com a voz grossa devido ao nervosismo.
-Pelo que vejo, ela não disse a ninguém sobre a existência desse termo. Em casos como o de Vanessa, em que a paciente insiste no parto normal, é assinado um termo em que a paciente assume os riscos do parto. E foi o que Vanessa fez.
-Tá doutor, mais eu quero saber da minha amiga. Sem rodeios, por favor. –A loira insistiu no tom de voz.
-Certo. Assim que o bebe Gregory foi retirado, Vanessa teve uma hemorragia interna, devido ao esforço que foi realizado. Conseguimos estancar o sangramento, mas ela precisará de transfusão de sangue, pois a perda do mesmo foi grande. E enquanto tentávamos normalizar o sangramento, os batimentos de Vanessa caíram de 120 para 10, até que se estabilizou em 0.
-O QUE? –Zac gritou. –VOCÊ CHAMA UMA PARADA CARDIACA DE ESTABILIZAÇÃO?
-Calma, calma. Conseguimos reverter à situação. O coração de Vanessa ficou parado por menos de três minutos. Isso aconteceu por que a necessidade de bombeamento de sangue foi muito grande devido à hemorragia, e o coração dela não aguentou. Mas a reanimamos e agora ela está sob os efeitos de remédios. Ela está na UTI, pois precisamos fazer uma apuração do por que ocorreu a hemorragia. Também por que ainda ocorre o risco de outra parada cardíaca, ou ate mesmo uma para cardiorrespiratória.
-Isso quer dizer que se ela sair dos efeitos dos remédios, ela pode morrer? –Uma moça bem parecida com Vanessa perguntou. Presumi que fosse irmã dela.
-Por enquanto, esse risco existe. Ainda está muito recente, então não podemos arriscar.








E aí gente? Gostaram? Cheio de emoções né? E agora? Será que o Zac vai dar conta de criar os bebes enquanto Vanessa está em coma? Bom, isso é só no próximo capítulo! =D Queria agradecer a todas vocês por esse ano maravilhoso, ele foi muito importante pra mim e também, queria desejar a vocês um feliz Natal atrasado  e um prospero ano Novo! Que o papai noel traga Zanessa de volta para nós! =D

Comentem bastante pra ter próximo capítulo em? Minimo 8 comentários!

Bessos!
Amo vocês!
Fiquem com Deus!








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