Capítulo 23

Os dias estavam se passando lentamente, e como a cada dia estava se tornando um sacrifício até sair da cama, pedi a Hoffman minha licença maternidade. Eu teria os bebes e ficaria mais quatro meses em casa. Talvez eu nem voltasse mais ao escritório, pois Efron insistiu tanto para que eu saísse do trabalho, que eu ia acabar cedendo.
Ontem recebi uma visita inusitada. Meu pai veio me ver. Ele estava melhor do que eu imaginava. Estava com o rosto corado, diferentemente da última vez em que o vi em que estava pálido, em cima de uma cama, comendo e respirando com a ajuda de aparelhos. Parece que a reaproximação dele com mamãe havia o feito muito bem.
Com esse tempo em casa, aproveitei para enfeitar cada vez mais os quartos dos bebes. Eu estava gastando muito com o quarto deles, que segundo Stella, era um gasto desnecessário. Minha mãe, como sempre, me defendendo, sempre dizia que quando nasci ela era três vezes pior. E sempre depois de uma discussão, acabávamos com pizza, e morango com chocolate. Para uma gestante, o certo é que você vá dormir cedo, e o “médico” Efron também dizia a mesma coisa. “Você tem que dormir cedo.” Ou “Os meus filhos estão agitados por que a mãe deles não para quieta.” Quem sabe, um dia eu o escutaria. Eu durmo a hora que eu quiser. Isso não influencia no crescimento dos bebes. Quando que ele iria entender isso? Ele também pegou uma “licença” na empresa. Ele era o dono, podia ficar o tempo que quisesse fora. Tinha pessoas confiáveis lá dentro, então não se preocupava com isso. Às vezes, ficava até tarde no telefone resolvendo alguns problemas que necessitavam dele. 
-Tudo bem princesa? –Dylan entrou em meu quarto enquanto eu estava mergulhada nos meus pensamentos.
-Está sim Dyh. –Ele se deitou ao meu lado, e posicionou sua cabeça em minhas pernas.
-Parece triste. –Comecei a fazer cafuné em sua cabeça.
-Não estou... –Parei um pouco antes de continuar a falar. –Só estou um pouco pensativa.
-E o que anda por esses pensamentos?
-Não sei... Eu acho que ter ele aqui está me fazendo bem.
-Ele quem?
-Efron. Ele tem se mostrado muito diferente do que eu imaginava...

(Narração – Zac)

Havia acabado de descer para tomar uma água, e quando estava voltado ao quarto de hospedes, ouvi Dylan e Hudgens conversando.
-Ele quem?
-Efron. Ele tem se mostrado muito diferente do que eu imaginava...
-Ele está surpreendendo a todos nós. Nunca imaginei que...
-Que...?
-Ele seria capaz de amar assim.
-Tudo pode mudar... E ele principalmente, está mudando com tudo isso acontecendo. A gravidez, a nossa reaproximação...  Tudo aconteceu tão rápido que ainda não tive tempo de ter uma conversa franca com ele.
-Sobre?
-Nós. Não vou mentir, ele tem me feito bem. Não sei às vezes ele é tão imprevisível que chega a me assustar. Mais em outros momentos, ele parece tão ele... Tão menino. Tão especial quanto ele era quando éramos pequenos.
-Você quer falar com ele sobre isso?
-Ainda não... Eu acho que ainda não é a hora. Eu acho que se eu for tocar nesse assunto, eu vou acabar estragando esse momento que estamos tendo... Quem sabe mais pra frente.
Ouvir Hudgens falando daquela forma, tão natural me fez pensar por alguns segundos que aquilo era um sonho. Vê-la tão angelical deitada naquela cama, esperando dois filhos meus, formou algo dentro de mim que eu mal conseguia explicar até para mim mesmo. Os deixei conversando e fui para o quarto que tinha reservado para mim e comecei a pensar.
Os flashes do passado começaram vir à tona. E até mesmo me xingava por perceber o quão idiota eu fui. Acusei-a sem provas, só pelo simples fato de estar com raiva dela... Mas também a amei tão incondicionalmente, que faria de tudo para ter aquela mulher junto de mim novamente. Ela é uma princesa. Linda, perfeita e mãe dos meus filhos. Me coloquei então a pensar no futuro. Como seria ser pai de gêmeos? Como seria ser um pai de família e ensinar o caminho certo aos meus filhos? Será que depois de tudo, Vanessa ainda vai me amar como um dia ela amou? Será? Será? Será? Eram tantas perguntas que precisavam de respostas... Eu queria poder voltar no passado e acertar tudo. Será que, talvez ainda estivéssemos juntos? Eu queria poder sentir o gosto daquele beijo novamente. Poder tocá-la sem ressentimentos. Ter aquele corpinho pequeno junto ao meu em uma noite fria... Que monstro que eu sou! Olha o que eu fiz com ela!? Ela não está nem agüentando ficar em pé. Como pude ter feito uma coisa dessas com a minha pequena? Ela é tão frágil... Se acontecer alguma coisa com ela por causa desses bebes, eu nunca vou me perdoar, só pelo fato de saber que eu fui o grande causador de tudo.
-Toc Toc... –Dylan disse com a cabeça dentro do quarto. –Incômodo?
-Sempre! –Disse com tom de brincadeira.
-Otário. –Entrou e sentou na beirada da cama. –Tem certeza?
-Do que? –Fechei o notebook e o fitei com seriedade.
-Do que você está fazendo? –Me fitou seriamente, e com um tom ríspido, disse o que estava entalado em sua garganta. –Cara, só eu sei o sufoco que a Nessa passou. Toda a humilhação e agora, pra completar a presepada, ela está esperando dois filhos seus. Eu sei que você é o “irmão-mais-velho”, mais está na hora de crescer né mano?
-Olha... Quem diria, o pirralho da família dando lição de moral no “irmão-mais-velho-sem-cabeça”.
-Não foi isso que eu quis dizer... Eu só não quero ver ela so...
-frer! –O interrompi. –Não quer vê-la sofrer. Eu sei disso. Eu também não quero. Sabe... –Me ajeitei na cama. –Eu abusei dela cara. Olha o estado dela!? Esses bebes estão acabando com ela. Eu a amei incondicionalmente, sem pensar nos riscos que isso poderia trazer. Se eu perder a Vanessa para esses bebes Dylan... Eu acho que eu morro junto.
-Cara, você acha que ela não sabe dos riscos? E você também contratou um dos melhores médicos pra fazer o parto da Nessa... Relaxa ai vai... –Encostou de leve em meu braço. –Na verdade, não tem risco nenhum. A Nessa é uma mulher forte! Não subestime a coragem dela! Ela quer muito esses filhos. Não sei o que te deu de falar assim...
-Ela é frágil. Parece que uma coisa pequena pode fazer com que ela se quebre.
-Acredite, ela suportou a separação de vocês e principalmente, segui em frente. Ela vai conseguir cara! Relaxa! Se eu fosse você, aproveitaria esse tempo pra se aproximar mais dela. Os bebes não são a únicas coisas que ainda unem vocês! Existe um amor que está ferido, mais que ainda vive dentro de vocês! Pensa nisso! –Se levantou e foi em direção a porta. –Ter você aqui está fazendo bem pra ela cara. Não a deixe. –E enfim saiu.

(Narração –Gina)

A minha filha parece tão feliz, mas tão triste ao mesmo tempo. Quando estava grávida de Stella, foi o período em que mais me senti sonzinha. Minha filha estava ali, mas o pai delas estava mais preocupado com a bolsa de valores do que com a própria família dele. Eu sinto muito orgulho da minha Vanessa, por ter se tornado uma mulher de fibra. Forte. Batalhadora. E muito me surpreendeu a atitude de Zac. Criei esse menino.  Nunca imaginei que ele seria o pai dos meus netos. Não vou mentir pra mim mesma, eu já sabia que eles estavam jutos, mas não imaginava que dessa relação, sobrasse duas crianças que estão chegando para trazer a paz que a minha filha tanto precisa. Ela está feliz com a presença dele, eu sinto isso. Mas também sinto que ainda existem magoas com os dois. Então me coloquei em pensamento. A minha filha precisa de um tempo sozinha com ele. Seria injustiça de minha parte ver isso, e não fazer nada a respeito. Peguei o telefone, e disquei para o ramal da sala de dança que tinha em nossa casa. De pronto, Stella atendeu ofegante.
-Filha, preciso conversar com você.
-Agora... Não posso mãe! –Disse com dificuldade. –Estou treinando pra tentar entrar na acad...
-Stella Teodora, eu preciso falar com você.
-Nossa, não precisa partir pra grosseria né mãe!? Estou indo. Onde a senhora está?
-Na cozinha.
-Tá.
Eu odeio quando ela quer me questionar. Desde pequena ela tem essa mania que me deixa um tanto nervosa.
-Fala mãe. –Apareceu na cozinha com uma toalha em volta do pescoço, e pingando de suor.
-Filha, eu acho que precisamos tirar umas férias.
-Como assim mãe? –Sentou na banqueta a minha frente. –A Nessa vai ganhar os bebes...
-Daqui quatro meses só. Filha, ela precisa de um tempo sozinha com o Zac. Agente sabe disso.
-Mãe, eu não vou deixar a Nessa sozinha com esse doente aqui. Imagina se ele faz alguma coisa com ela? Da última vez, ela quase perdeu os bebes.
-Ela não é mais uma criança Stella. Sabemos muito bem disso. –Abri a geladeira, peguei um saquinho com cenouras cruas, sentei a frente de Stella e começamos a comer.
-Ela te pediu isso mãe?
-Não filha. Eu percebi isso, e vamos fazer isso por ela. Tantos anos, ela correndo riscos por nós, por que não retribuir esse pequeno favor?

(Narração –Nessa)

Já se passaram duas semanas depois que mamãe e Stella viajaram para o Canadá. A principio achei muito estranha essa idéia repentina das duas. Viajar agora? Mais deixe que fossem. Eu precisava mesmo de um tempo com Efron. Desde que as duas partiram para o desconhecido, eu e Efron nos víamos poucas vezes ao dia. Vez ou outra no café da manhã e a noite, quando ele chegava em casa depois de um longo dia na empresa. Ele voltou a sua rotina de trabalho com a desculpa de que era preciso ter o diretor na empresa. Mas na verdade, eu sabia que era para me evitar. Ele já não dormia mais em minha casa com tanta freqüência. E para isso, e ele também teve um desculpa: “Negócios. E também, eu não comprei um apartamento para deixá-lo vazio.” Também, não fiz muita questão que ficasse. Por fim, eu ficava quase o dia todo sozinha. De vez em quando, Ashley e Ronnie, nossa amiga de infância, vinham me visitar.
Estava sentada em uma poltrona do quarto de um dos bebes, lendo um livro de química, não sei por que eu estava lendo aquele livro, mas foi o único que me interessou, e levei um susto com o barulho do celular vibrando na mesinha.
-Alô?
-Oi! Tudo bem? –Disse com polidez.
-Tudo! Como está?
-Bem também. Escuta, eu gostaria de ir a sua casa hoje. Faz tempo que não converso com os meus filhos.
-Claro! A porta da minha casa sempre estará aberta para receber o pai dos meus filhos. –Pensei em dizer, mas não disse. Em vez disso respondi. –Ashley estará aqui. –Menti, na esperança de ele desistir de vir até aqui.
-Não me incomodo com ela. Mas se você quiser eu posso ir outro dia.
-Não... Tudo bem! Pode vir! –Disse indiferente.
-Ótimo. Estarei ai então! Até mais Hudgens! –E desligou antes mesmo que eu pudesse responder.
Será isso o inicio de uma reaproximação minha e de Efron? Eu temia que isso não fosse tão bom quanto eu imaginava que fosse.
As horas se passaram rápidas depois disso, e só me dei conta que já se passava das oito, quando vi Efron adentrar com o seu carro na garagem.  Me levantei e cautelosamente me dirigi até a sala. Quando cheguei até lá, com um pouco de dificuldade, vi Efron entrando com expressão cansada, porem um tanto feliz por estar ali.
-Boa noite.
-Boa noite. –Respondi indiferente, e com uma mão nas costas, me senti com cautela.
-Está sendo difícil pra você não é?
-Do que você está falando Efron? –Coloquei uma perna em cima da mesinha.
-Estar... Grávida. –Disse com um tom descontraído, mas logo voltou a ficar serio.
-Não está sendo nada difícil. A recompensa disso tudo virá depois. E estou muito ansiosa para que ela chegue logo.  –Depois disso, o silencio reinou pela sala. Até que quebrei o silencio. –Você veio aqui só pra ficar me olhando, ou veio para ver os seus filhos?
-Eu acho engraçado às vezes, a forma como você age e fala. É como se, não tivéssemos vivido nada. Não tivéssemos partilhado momentos especiais um com o outro. –Eu fui responder mais ele foi mais rápido. –Sabe, desde a primeira vez que fomos um do outro, literalmente, eu achava que seriamos para sempre. Mais a minha infantilidade não deixou com que isso fosse recíproco. Vanessa –Veio até mim, e pegou minha mão. –Eu ainda te amo. –Posicionou a mão em cima de minha barriga. –Eu ainda quero que sejamos uma família feliz. Eu ainda te quero de volta morena.






Demorou mais chegou! Espero que vocês tenham gostado!

Bessos! 
Amo você!
Fiquem com Deus!


Capítulo 22 - Dedicado a Marychele / Anônimo/ Mary


Stella melhor do que ninguém sabia que aquilo não era o melhor que eu podia fazer. Eu sabia disso, e isso era o que mais doía dentro de mim. Conhecer o Efron tão bem quanto eu conheço saber que ele é uma ótima pessoa e que seria um ótimo pai era o que me motivava cada vez mais em contar a ele tudo. Minha família queria isso, meus filhos precisavam disso, meu coração o que queria de volta, mas minha mente não estava pronta para tê-lo ao meu lado novamente. Eu não estaria agindo da forma certa com os meus filhos, mas também não estaria agindo da forma certa comigo mesma. Toda a humilhação que ele me fez passar na frente de todos, agindo como se eu fosse uma ladra, nem todo o pedido de desculpa no mundo me faria voltar atrás. Voltar aonde o meu amor por ele era verdadeiro. Posso não ter sido a melhor namorada do mundo, e posso não ter dado a ele tudo o que ele merecia, mas nunca o humilhei e muito menos duvidei de sua palavra. Já ele, fez isso e o pior dos crimes que uma pessoa pode cometer: Incredulidade. Era a minha palavra contra a dos outros. E se ele não acreditou em mim, não posso acreditar nele. Não posso confiar nele novamente como um dia confiei.
-Você se lembra de quando éramos pequenas, e que um dia eu te perguntei até aonde o amor pode ir? –Stella perguntou. Assenti que sim com a cabeça. –Você se lembra de que você me disse que o amor pode ultrapassar barreiras, pode enfrentar problemas e principalmente pode perdoar? –Novamente assenti que sim com a cabeça. –Você não precisa perdoá-lo agora. O perdão, ele vai adquirir com o tempo. Mas o que você consegue nesse momento, é contar a ele que você está esperando dois filhos dele. Isso é importante tanto pra você, quanto pra ele e principalmente para os seus filhos.
-Eu nunca imaginei filha, que em algum dia da minha vida, eu poderia perdoar o seu pai pelo o que ele fez. Mas perdoei. Estou voltando a amá-lo. Estou a cada dia, conhecendo o seu pai novamente. Mais eu deixei meu coração perdoá-lo. Deixei com que ele pudesse voltar aos tempos de adolescência e pudesse curar a minha ferida. Ela ainda não está completamente fechada, mas está aos poucos aprendendo como. Eu sei que não deve ter sido fácil para você ter passado por tudo o que passou, mas tenha certeza de que omitir uma gravidez, abrirá uma ferida muito maior do que você imagina. Nos dois. Filha –Ergueu meu queixo –Você não precisa perdoá-lo, mas pode contar a ele o que está acontecendo. Antes que seja tarde de mais e você se arrependa depois pelo o que você deveria ter feito, mas não fez.
Com aquelas palavras, já não me aguentei mais e me derramei em lágrimas. Senti os braços acolhedores de minha mãe sobre mim, e as delicadas mãos de Stella sobre minha barriga. Aquilo estava me dando à coragem que eu precisava para ir até Efron e contar a ele tudo o que ele precisava saber. Mas não tudo ao ponto de perdoá-lo novamente. Stella começou a cantarolar baixinho uma canção. Eu sabia aonde ela queria chegar. Aquela musica, eu tinha tocado no piano há uns três anos atrás. Eu havia aprendido com David algumas notas. Depois tive algumas aulas, mas não levei a serio. Eu aprendi essa música por que era febre na época por causa do filme “A Última Música”, e Stella havia se apegado a essa música, e juramos daquele dia em diante que aquela seria a nossa musica.
-“ ...When the waves are flooding the shore and I...
-...Can't find my way home anymore... –Cantei junto a ela.
-...That's when I, I, I look at you..”.-Cantamos juntas. Abri um sorriso em meio às lagrimas.
-Assim... Bem melhor! Sorrindo! Sempre! –Nos abraçamos.
Depois disso saímos para tomar um sorvete. Não chorei mais, pelo contrario, Stella apenas me fez sorrir e dar boas gargalhadas. A tarde se encerrou com um lindo por do sol.
-É lindo né? –Disse olhando fixamente para o céu.
-Com certeza mana!
-Ei meninas... –Mamãe entrou no quarto. –Vocês tem visita.
-Visita? Mas eu não estou esperando ninguém.
-Tem certeza? –Dylan apareceu na porta.
Sai correndo e pulei nele. Ficamos abraçados, depois descemos até a sala, conversamos e chegamos a seguinte conclusão: Rosa é mais bonito do que laranja. Discutíamos por coisas bobas, e desta vez, era a cor do quarto dos meus filhos que estávamos decidindo.
-Eu não aceito que o quarto da minha sobrinha seja laranja.
-Ela vai ser a minha sobrinha de sangue amor, então eu decido.
-Não! Nenhum dos dois decide ok? O quarto é dos meus filhos, então eu decido a cor. –Na hora, os dois se calaram. –Melhor assim.
Acabou que Dylan dormiu aqui em casa, por que já estava tarde. E no outro dia, ele apenas havia deixado um bilhete dizendo que mais tarde ele voltava. Como era sábado, eu não precisaria ir até o escritório, aproveitei para começar a decorar o quarto dos meus filhos. Mama e Stella haviam ido a uma viajem de ultima hora. Elas insistiram muito para que eu fosse junto, mas eu queria ficar um pouco sozinha. Elas foram para Nova York. Tirar umas Férias-Pré-Natal.  Estava chegando o fim do ano, e elas queriam fazer compras antes do natal. Deixei que fossem.
Mais tarde, recebi um telefonema de Dylan, dizendo que ele estaria em vinte minutos em minha casa. Aproveitei para tomar um banho rápido e desci para esperá-lo.
-Oi princesa. –Disse entrando pela porta dos fundos.
-Oi Dyh! –O abracei. –Tudo bem?
-É, tudo bem.
-Não, acho que não está tudo bem.
-É que eu e o Zac brigamos de novo.
-Por quê? –Sentamos no sofá.
-Por que ele acha que eu estou escondendo alguma coisa... Sobre você. –Senti que aquela era a hora de conta a Dylan que tinha chegado o momento de contar a Efron.
-Depois de eu pensar muito sobre isso, –Entrelacei minha mão a mão de Dylan. –Eu acho que chegou a hora Dyh. Não tem mais como esconder isso dele. Ele é pai, ele tem direito em saber.
Percebi que Dylan estava saltitante por dentro. Ele queria muito que isso acontecesse.
-Jura? Mais se você não quiser falar pra ele... Eu... Eu vou entender. –Me encarou seriamente.
- Eu preciso fazer isso. Ele merece saber que vai ser pai. –Dylan sorriu e me deu um beijo no rosto.
-Ele vai adorar saber disso. –Dei um sorriso amarelo. –Se você quiser, eu vou estar aqui com você.
O abracei fortemente. Dylan sabia o quanto eu tinha sofrido pela separação e principalmente pela desconfiança.
-Mais então, o que você estava fazendo mesmo? –Mudou de assunto repentinamente.
-Decorando o quarto dos bebes.
-Serio? Quero ver.
-Não senhor. Você só vai ver quando tiver pronto.
-E isso é uma lei por acaso?
-É sim! A minha lei. E o senhor só vai ver quando tiver pronto e olhe lá ainda. Isso se eu não for bem má com você, e te deixe ver só quando eles nascerem.
-Isso não é justo. –Cruzou os braços.
Mais alguns minutos se passaram e o celular de Dylan começou a tocar. Ele pegou o celular do bolso e na tela estava quem estava chamando:


Comecei a rir.
-Qual é a graça??? –Me olhou sem entender.
-Chuchuzinho Dylan? –Segurei a risada. –Atende. Mas coloca no viva-voz.
-Tá. Fala Zac.
-Onde você está cara?! Você não dá as caras desde manhã.
-Tá tudo bem amorzinho.
-Amorzinho Dylan?!
-Parece a Michelle falando cara. Eu não sou bebe mais.
-Onde você tá?
-Na casa da Nessa. –Zac se calou do outro lado da linha. –Cara? Ainda tá ai.
-To. Eu vou desligar, não quero atrapalhar. –Tomei o celular da mão de Dylan. –Zac? Sou eu. Acho que agente precisa conversar! Você sabe onde eu moro.
-Mas...
-Sem mais Efron! Não vou falar duas vezes. Estou te esperando. –Desliguei o celular e coloquei a mão em meu útero.
-Tudo bem?
-Aham... –Passei a mão em minha testa, que estava um tanto suada.
Passaram quarenta minutos, e ouvi a campainha tocar. O som me fez estremecer.
-Eu abro. –Dylan se levantou e foi até a porta. Cumprimento seu irmão, fechou a porta e sentou do meu lado.
Percebi que ele me olhava intensamente, até que resolvi quebrar o silencio.
-Bom, eu sei que eu te devo muitas explicações, mas dentre elas, e a mais importante no momento é que... –Deixei minha vacilar. Os olhos de Zac eram como duas safiras que tentavam penetrar em meus olhos, mas esses, por sua vez, pareciam novamente duas muralhas.
-Senta Zac! Não paga nada! –Desde que ele havia chagado, tinha ficado em pé.
-Estou bem assim.
-Você precisa de ajuda? –Dylan sussurrou em meu ouvido. Acenei que não com a cabeça.
-Estou grávida. –Afundei minha cabeça no ombro de Dylan.
-Dá pra ver.
-Dá pra você pegar leve com ela velho? Tá sendo difícil pra ela.
-É deu pra ver o quanto tava sendo difícil pra ela ficar agarrada com o Hoffman. Né Hudgens?
-Cala Boca Efron. –Alterei a voz. –Você não vê? Você não se considera um cara esperto? Você não viu que era uma armação? Que eu não queria que você soubesse que... –Fiquei fraca.
-Nessa? –Dylan me segurou e desmaiei em seus braços.
Dylan me pegou no colo e me levou correndo até o hospital. Zac estava junto com ele. Enquanto estava no Pronto Atendimento do hospital, Dylan ligou para mamãe e Stella, que na hora pegaram um voou para LA.
Eu já tinha acordado, mais ainda estava sobre o efeito dos medicamentos e sedativos.
Uma hora depois, Stella entrou desesperada na recepção do hospital e deu de cara com Efron com a cabeça entre as pernas e com as mãos na cabeça. Ela foi direto até ele gritando.
-E EU ACHANDO QUE VOCÊ AINDA TINHA ALGUMA COISA DE BOM... –Disse em tom desesperado, em meio a lagrimas. Encheu a mão e deu um tapa com toda a força no rosto de Efron. –SE ACONTECER ALGUMA COISA, ESPECIALMENTE COM OS MEUS SOBRINHOS E COM A MINHA IRMÃ, EU ACABO COM A SUA RAÇA EFRON. VOCÊ TÁ ME OUVINDO? ACABO COM A SUA RAÇA! –Mamãe segurou Stella pelo braço.
Depois de se acalmarem, a médica de plantão foi até onde Zac, Stella, Mamãe e Dylan estavam.
-Os parentes de Vanessa Hudgens? –Mamãe e Stella se levantaram, seguidos de Efron e Dylan.
-Eu sou a doutora Kim, estou cuidando do caso de Vanessa. E ela é uma mulher forte viu? Está respondendo bem aos medicamentos.
-E os meus sobrinhos? Está tudo bem com eles? –Stella disse desesperada.
-Você deve ser Stella certo? Vanessa comentou que tinha uma irmã. Bom, agora ela está bem. Parece que o nível de estresse dela foi bem alto. Mas graças a Deus, está tudo bem. Com os três! –Stella respirou aliviada. –Bom, ela pediu para conversar com Zachary Efron.
-Sou eu.
-Como assim? Como ela pode pedir pra falar com ele primeiro, sendo que ele fez ela quase perder os bebes?
-Filha, se acalme. É o desejo dela. –Stella concordou com sua mãe e sentou para aguardar sua vez.
Alguém bateu na porta, presumi que era Efron, então ordenei que entrasse.
-Licença...
-Entra Efron! –Ele entrou e se sentou na poltrona ao lado maca. Olhei bem em seus olhos e disse com toda a coragem do mundo. –Estou grávida. E os filhos... São seus.
Nós dois fomos levados pelo momento, eu já estava chorando, mas logo depois Zac também se rendeu as lagrimas. Me sentei na maca, e Zac me abraçou. O abracei com todas as minhas forças. Senti falta do calor daquele abraço. Ele se afastou e disse.
-Me desculpe pela forma como falei com você em sua casa, não queria ter dito daquele jeito...
-Sem problemas... –Enxuguei minhas lagrimas.
-Quantos meses?
-Quatro.
-Gêmeos?
-Casal.
-Nomes?
-Ainda não decidi.
-Eu quero fazer parte integral dessa gravidez.
-Claro. Mas é só.
-Como?
-Ainda não estou pronta pra te amar novamente. Apenas tomei a decisão de te contar que estou grávida, por que os meus filhos precisam de um pai... Mas é só. Meu coração não está pronto pra te receber depois de toda a humilhação que passei...
-Eu entendo e respeito. –Dei um pequeno sorriso. –Preciso ir até a Itália para resolver algumas coisas e deixar alguém no meu lugar lá. Vou me mudar pra cá, preciso ficar perto dos meus filhos e da mãe deles.
-Como quiser...
( Um mês depois...)
Depois do acontecido do hospital e tudo mais, Efron se mudou para um apartamento a menos de 2 quilômetros de minha casa. Todos os dias, quando chegava do escritório, ele estava a minha espera. Ficava comigo até que pegasse no sono. Sempre muito preocupado com o meu estado. Todo o conforto que uma gestante precisa, ele me dava. Eu já estava de cinco meses. A barriga tinha quase triplicado de tamanho.
 Zac comprava todo quanto era tipo de óleo para estrias não aparecerem... Mais uma ou outra era quase que inevitável. Zac já tinha sentido eles se mexerem varias vezes. E chegava a ser engraçado, por que eles passavam o dia todo sem se mexer, chegava à noite, perto da hora de ver o pai deles, começavam a se mexer, e vaziam a bagunça dentro de mim. Parecia que estavam se estapeando. Ontem mesmo, Stella estava sentada comigo no sofá junto com Zac e Dylan(Que se mudou junto  com Zac, por que segundo ele, isso era um acontecimento especial, e de fato era mesmo.) e Zac começou conversar com os bebes. Era te engraçado, por que parecia que eles escutavam mesmo. A médica disse que ainda era cedo, mais que a audição deles estava bem aguçada, e cada estimulo dos pais, (Especialmente da mãe) era correspondido na hora, mais parecia que era ao contrario com os meus filhos, eles correspondiam só quando Zac mexia com eles. Ontem, eles estavam muito agitados, e eu até chorei com a atitude do Zac, ele só posicionou a mão em cima da minha barriga e disse bem pertinho “Ei, amores...  Meus lindos, a mãe de vocês precisa de um descanso né? Sosseguem um pouco...” E deu um beijo em minha barriga.Foi tão lindo, que até Stella chorou. Ele tem se mostrado muito diferente do que imaginava. Melhor até.
Depois que a gravidez começou, Stella dormia comigo todas as noites, caso eu precisasse de alguma coisa, por que já estava se tornando um sacrifício andar, e dirigir quase que já não era possível por que causa da barriga. Zac até queria contratar um motorista pra mim, mais eu não precisava disso. Nunca dependi de ninguém pra nada...
Bom, agora faltava pouco tempo pro nascimento dos bebes e eu ainda não tinha decidido o nome deles, gostei de muitos, mas Zac não havia gostado nenhum. Difícil de agradar ele... Mas, algo dentro de mim está feliz por ter ele por perto. Saber que ele estava ali, nos momentos mais felizes da gravidez me deixava feliz e meio desconfiada ao mesmo tempo, mas a confiança iria vir com o tempo.




Dedicado a você que tem sido muito atentar aqui no blog! Amo vocês! Continuem lendo, grandes emoções estão por vir.

Bessos!
Amo vocês!
Fiquem com Deus!

Capítulo 21

Muuuuito obrigado pelos comentários Girls! Vocês moram no meu ♥ . =D Agora, o tão esperado capítulo... Espero que vocês gostem!

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Zac ficou me encarando por um bom tempo, mas não me dirigiu a palavra. Até que Hoffman quebrou o silêncio.
-Zachary? Eu te fiz uma pergunta. O que você faz aqui?
-Eu... –Pigarreou. –Eu vim falar com você sobre... Sobre...
-Ei, disco velho!? Desenrola. Não tenho o dia todo.
-Sobre a negociação.
Foram as únicas palavras que ele conseguiu dizer a mais. Então, tomei coragem e levantei a cabeça. O encarei serena. Meus olhos pareciam duas barreiras, que não transmitiam nenhum sentimento. Nem uma lagrima. Apenas, meus olhos o observando.
-Princesa, por favor, traga até a minha sala aquela pasta laranja que está em cima da mesa de reuniões, por favor! E se puder também, aquele cafezinho divino.
-Claro! –Soltei de sua mão. –Mais alguma coisa?
-Não... Acho que não. Obrigado. Estarei em minha sala.
-Ok. –Com isso, me retirei e fui até a sala de reuniões, e os dois seguiram para a sala de Hoffman.
Acho que essa gravidez tem me feito mais forte. Mais mulher. Não aquela ingênua que não sabia de nada, e dependia de alguém para tudo. Eu não teria que ficar me escondendo dele pro resto da vida. Peguei a pasta na sala, e depois segui para a copa. Tive de fazer um novo café, pois aquele já havia passado do tempo. Fiquei ali por uns quinze minutos até o café sair. Assim, peguei a bandeja, coloquei duas xícaras, despejei certa quantia em cada xícara, duas colheres de açúcar e coloquei duas gotas de creme em cada um. Segui até a sala e ouvi a voz de Efron alterada do outro lado da porta.
-Como não? Eu sou o dono da empresa, e eu é que mando.
-Seu pai tinha razão. Você nunca teria o potencial que um dia ele teve para tocar a empresa. Quem deveria ter continuado na presidência era a Vanessa, que foi mandada embora por que você desconfiou da única mulher que te amou de verdade, olha Efron, meus parabéns! –Deu duas palmas. –Você deveria ganhar o premio Nobel da idiotice.
-O que aconteceu comigo e com a Vanessa não te diz respeito.
-Mais é claro que sim! Ou você acha mesmo que eu não iria investigar a vida da minha secretaria? Se liga Zachary. Eu não posso correr o risco de colocar qualquer uma aqui! Ou você acha mesmo que ela seria capaz de fazer um desvio daquele tamanho da conta de vocês? Como você é...
-Com licença. –Entrei na sala sem bater na porta. –Aqui está o café meu amor. –Falei me referindo a Hoffman.
Ele entendeu o que eu queria. Eu não queria que ele continuasse falando aquelas coisas, por que com certeza, eu não aceitaria aquilo, e eu acabaria no hospital por excesso de estresse.
-Hum... –Tomou um gole. –Só você mesmo meu amor.
-Espera... Vocês dois estão juntos? –Disse olhando incrédulo para nós.
-E desde quando isso te interessa Efron? –Ele foi responder, mas Hoffman foi mais rápido. – O que diz respeito a mim e a minha namorada, não é do seu interesse. Então, se for para ficar discutindo sobre relação amorosa, é melhor você ir embora. Estamos aqui para decidir algo serio, e eu não tenho tempo para ficar falando com você sobre assuntos alheios. Ou as coisas são conforme eu quero, ou você pode ir atrás de outro advogado para resolver o seu caso. As regras funcionam desta forma aqui: Eu mando você obedece e abaixa a cabeça. –Coloquei levemente minha mão no ombro dele, pois vi que ele ficou bem alterado. Ele posicionou sua mão em cima da minha. –Agora, ela está com um homem de verdade, não um playboy de merda que acha que é o dono do mundo. Só que acredito eu que você esteja aqui como meu cliente, não como um amigo. Então, vamos ao que interessa. –Pegou os papeis de dentro da pasta e antes de começar, olhou para mim e disse. 
-Eu preciso de uma testemunha. Você sabe o número da sua identidade?
-Sei! –Puxei uma cadeira e me sentei do lado dele.
Percebi que Efron não tirava os olhos de mim. E não disfarçava nem um pouco. Hoffman já estava incomodando com aquilo.
-Eu acho engraçado, como as pessoas são. Elas primeiro fazem a cagada, e pois se arrependem. –Disse em meio a alguns papeis que ele estava assinando.
-Isso foi uma indireta por acaso Hoffman?
-Claro que não! Isso foi uma direta mesmo. Será que você pode fazer favor de tirar os olhos da minha namorada? –Frisou bem o minha.
-Parem vocês dois! –Alterei o tom de voz. –Parecem duas criancinhas de Jardim II. Estamos aqui a negócios. Não para ficar se alfinetando um ao outro.
-Foi ele quem começou. –A voz rouca de Efron ecoou sobre a sala, e aquilo me fez estremecer até o ultimo fio de cabelo.
Meus bebes sentiram a mesma coisa e começaram a se mexer. Coloquei minha mão em cima de minha barriga e comei a peticioná-la, para que eles sossegassem.
-Bom, basicamente, vai funcionar da seguinte forma: Como diz aqui no contrato, para abrir uma afilial aqui, precisa de pelo menos U$$ 1 milhão de dólares como capital. Nesse total, está incluído a contratação das modelos, dos funcionários e a primeira parcela do prédio que ficara situado a sede. O prédio já está imobiliado.
-Como primeira parcela? Pelo o que o Dylan havia me dito, seria pago a vista.
-Seria pago a vista se você tivesse autorizado a compra do prédio com trinta andares. Que daí ficaria situado a linha de produção no prédio também. Mas, a sua secretaria entrou em contato comigo e disse que você não tinha autorizado.
-Como não autorizei? Ela não me perguntou nada sobre isso.
-Bom isso já não é problema meu.
-Espera só um minuto. –Pegou o celular e discou alguns números. –Hillary? Como você me passa uma informação ao Hoffman sem antes me consultar? ... Não se faça de desentendida! Você sabe do que eu estou falando!... A compra do prédio aqui em LA... Só que eu não disse nada. Como você toma as decisões assim? Sem antes, falar comigo. Quer saber?! Eu ia esperar chegar ai na Itália, mas você já deu o que tinha que dar nessa empresa. Passe no jurídico e pegue o seu acerto. Você está dispensada dos seus serviços... Não tem mais o que discutir. A decisão é minha, e não tem nada que você possa fazer a respeito. Tenha uma boa tarde. –Desligou o telefone.
O que? A loira aguada ainda estava lá? Com certeza fez de tudo um pouco. Aprontou muito, usou o dinheiro da empresa com o que não devia... Até imagino.
-Entre em contato com o pessoal desse prédio e veja se ele ainda está disponível.
-Você é quem manda. Amor, por favor, ligue para esse número aqui, e me passe à ligação. Diga que você quer falar com Jonas.
Peguei o telefone dele e comecei a discar os números. Depois do que eu disse Efron não me olhou mais, só que algo dentro de mim queria que ele olhasse. Eu não estava entendendo. Só que eu tinha que me manter forte. Não importasse o que acontecesse.
-Olá! Eu poderia falar com Jonas? ... É do escritório de advocacia do Hoffman... Ok. Obrigado... Jonas!? Só um momento que Hoffman irá falar você. –Passei o telefone a ele.
-Fala meu querido!... Tudo bem, e você?... Tranqüilo, escute aquele prédio que estávamos em negociação pra Efron’s Limitada ainda está à venda?... Mais que maravilha! É que estou com o dono da empresa aqui, e ele ainda está interessado no imóvel... Reunião? Hoje? Segura um pouquinho ai que eu vou perguntar pra ele! Reunião hoje com ele, pode ser Efron?
-Pode! 
-Ótimo então! Pode ser hoje sim!... Daqui a quarenta minutos? Pode ser! Acredito que de tempo de chegar ai!... Beleza então, um abraço meu querido. –Colocou o telefone no gancho. –Vamos  lá então Efron?
-Vamos! Eu só preciso passar no Hotel antes pegar o Dylan, que ele é que cuida dessa parte.
-Ah, melhor ainda! Então, princesa, você não se importa de ir embora sozinha né?
-Claro que não! Eu já disse eu estou Gr...
-Graças a Deus bem! –Me deu um beijo na testa e me abraçou.
Ele percebeu que eu iria falar de mais. Sei lá, mais acho que ele já sabia que eu não queria que Efron soubesse.
-Só uma coisa Efron, pede pro Dylan me ligar. Eu quero falar com ele.
-Claro. –Disse com uma ponta de animação na voz.
-Bom, então se cuidem! Qualquer coisa me liguem!
-Pode deixar amor. –Deu outro beijo em minha testa. –Antes de ir, eu preciso ir no banheiro. Você não se importa de esperar Efron?
-Claro que não. Pode ir.
-Já volto! –Se encaminhou até o banheiro.
Com isso, fui devagarzinho até a mesa.
-Você está bem Hudgens?
-Sim! Por que não estaria?
-Anda tão de vagar que até parece estar com dor.
-Mas estou mesmo! –Me sentei na cadeira.
Assim que sentei, deu pra ver nitidamente a ondulação em minha barriga.
-Você está grávida? –Perguntou meio confuso.
-Vamos Efron?
-Vamos.  –Vi que ele havia ficado abalado.
Mas imagine a reação dele se eu disse se que o filho é dele? O que ele faria? Sorriria e me abraçaria? Me xingaria pelo resto do século por não ter dito nada? São tantas perguntas dentro de mim. Será que estou agindo da forma correta? Será mesmo que isso é o certo a fazer?
-Tchau amor. –Me deu um beijo na testa.
-Tchau. –Disse indiferentemente.
Assim que os dois saíram, logo peguei minhas coisas e sai dali também. Eu não queria continuar ali nem por mais um segundo. Cheguei em casa e encontrei minha mãe sentada no sofá, revendo algumas fotos.
-Oi mãe. –Sentei ao lado dela no sofá, e a dei um beijo em sua bochecha.
-Oi filhota! Estou revendo algumas fotos de vocês... Olha essas:

-Vocês sempre vão ser a minha vida... –Deixou uma lagrima cair. –Cresceram tão rápido, que eu já estou até perdendo uma delas... –A abracei fortemente.
-A senhora nunca vai perder mama. Nunca! –A dei um beijo no rosto. –Eu sempre vou estar aqui. E agora, são dois netinhos que estão vindo para alegrar a senhora!
Ficamos abraçadas ali, até que ela quebrou o silencio.
-Você tem certeza de que não vai falar nada ao Zac minha filha?
-Ele me fez sofrer de mais mama. Não sei se posso aceitá-lo novamente.
-Filha, ele é o pai dos seus filhos... Meus netos!
-E meus sobrinhos... –Stella apareceu na sala. –Eu já falei isso pra ela mãe. Não adianta! –Sentou-se junto a nos.
-Filha, seus filhos não podem crescer sem um pai. Você sabe disso! Vocês duas, tiveram a sorte de ter o David do lado vocês, e cresceram com um pai de verdade. E por isso, nem sentiram tanto a falta de um pai. Claro, você vai dar todo o amor possível para seus filhos, mas eles precisam de um pai.
-Ele foi lá no escritório hoje. Foi falar com o Hoffman... Mais sabe quando você olha para a pessoa, e sente alguma coisa dentro de você. Algo que quer que você puxe essa pessoa e a encha de beijos e abraços?
-Você o quer de volta filha!
-Eu não sei mama.
-Bom, você sabe a minha opinião sobre isso Vanessa. Eu já te disse, o Efron é pai dos teus filhos. Não interessa se o passado de vocês tenha te deixado machucada. Ele é o responsável por você estar grávida. E seja qual for o motivo, se eu fosse o Efron, e você me contasse depois que eles nascessem eu é que não iria te perdoar. Ter uma magoa é uma coisa, mais fazer eles perder toda a tua gravidez por causa disso? Você está fazendo isso da forma errada, do jeito errado. E você sabe disso.
-Eu estou fazendo o melhor que eu posso. –Disse com a voz alterada, em meio a lagrimas.
-Jura?





Aiiii... Foi tão difícil de escrever esse capítulo Girls... Só a Val sabe... Hehe' Te amo garota! Girls, todas as outras que comentaram no último capítulo, vocês são umas fofas! Continuem ligaram aqui, que tem novidade pra vocês logo logo! =D



Bessos!
Até o próximo capítulo!
Amo vocês!
Deus abençoe vocês!



Capítulo 20



-Eh cavala! Eu só cometei que se você continuar nesse ritmo você...
-Ai, ta bom Stella! Não me estressa, por favor?
-  =X –Stella se calou.
Percebi que eu tinha pegado um pouco pesado com ela... Que cavala que eu sou! Poxa, tem dias que eu estou tão feliz... Mas tem dias que eu estou pro crime! Aquele clima não estava nada agradável. Resolvi por cortar o silêncio.
-Desculpa maninha, eu não queria ter falado com você daquele jeito...
Quando ela quer ser ruim, ela consegue! E como consegue... Parece que nada mais importava além da banana split que estava na frente dela. Ela fingiu que não tinha ninguém na frente dela, e continuou comendo.
-Stell!?... –Fiz biquinho. –Por favor, desculpa a Baby aqui??? Ela não falou por mal...
-Tem vezes que ela machuca os meus sentimentos... Eu estou sendo tão legal com ela...
-Quem sabe, seja por que ela está grávida, e muito ansiosa pra tudo, e assim, acabe descontando nas pessoas que ela mais ama...
Stella me olhou, e começou a rir da situação. Fazia tempos que não nos conversávamos assim, usando a terceira pessoa.  Ela cede as minhas chantagens muito facilmente.

(...)

Enfim, mais um dia de trabalho. Eu estava morta de canseira... Stella, eu e mamãe ficamos decidindo nomes para os bebês, e não chegamos a acordo nenhum. Stella queria que eu colocasse Alice e Jared. Mamãe queria que eu colocasse Alexander e Jasmim. E eu... Bom, fiquei sem escolha, por que elas não me deixaram falar nem por um segundo se quer... Mas enfim. Cheguei a minha mesa e tinha alguns papeis, com alguns recados anotados. Em um deles, estava escrito assim:
“Sua amiga de infância ligou, e quer que você retorne a ligação. (085) 6895-7891 – Ash.”
Nossa... Desde a gravidez, eu nunca mais falei com a Ash. Mas, como que ela descobriu que eu trabalho aqui? Será que mamãe ou Stella falaram alguma coisa? Como eu não tinha muita coisa pra fazer, resolvi ligar para a minha loira.
-Alô?
-Oi minha nega...
-NESSAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA –Gritou no telefone. –Se eu não ligo, você também não dá sinal de fumaça né?
-Aiii, desculpa amor, mais é que eu estou trabalhando agora! Não tenho mais tempo...
-Ei, eu também trabalho, mais nem por isso eu deixo de ligar para as minhas amigas né?
-Eu não disse isso amiga... Mais enfim. Agente precisa se ver! Eu tenho muitas coisas pra te contar! –Olhei para meu ventre.
-E eu então... –Disparou a falar.
Minha orelha estava vermelha já. Foi então, que para fechar um pouco a boca de Ashley, disse uma palavra que tinha certeza que a deixaria quieta.
-Grávida.
-O que?
-Grávida Ash.
-Quem?
-Eu.
-Você o que.
-Eu Ashley. Eu estou gra....
-OOOOOOOOOOOOOOOOO QQQUUUEEE???? COMO ASSIM? COMO? QUANDO? QUEM É O PAI?
-Uma pergunta de casa vez por favor. E sim, eu estou grávida... De quatro meses já.
-Meu Deus... E eu, como sempre, a última, a saber, das coisas né Hudgens?
-Ah amiga, não fica braba comigo não...
-Tá. Mais você não me respondeu a última pergunta.
-Que pergunta?
-Quem é o pai Nessa. –A voz de Ash engrossou um pouco, e aquilo me deu medo.
Eu não poderia falar a ela a verdade. Ela contaria na hora pro Efron. Não é que eu não confio na minha amiga... Mais é que simplesmente, eu a conheço.
-Sêmem doado.
-A ta, e você espera mesmo que eu acredite nessa bobagem? Você nunca quis filhos. Muito menos de um cara que você nunca viu na vida. Eu te conheço nem... Anda, fala logo quem é o pai dessa criança.
-Ash, eu acho que tem algumas coisas que não dá pra serem discutidas por telefone ok? Vamos marcar um dia para sair, pode ser?
-É, realmente temos muitas coisas para discutir. Mas não pense que vou me esquecer disso!
Conversamos mais um pouco e nos despedimos. Aquela conversa com Ashley tinha me deixado com muito medo. Eu não queria nem que minha mãe soubesse quem dirá Ashley Tisdale. A dona da verdade, a sabe tudo. Sim! Ela é minha amiga, mas Sim, também a conheço. Melhor do que a mim mesma. Eu não poderia contar a ela que o filho era de quem eu mais temia que fosse. Mas infelizmente, ele foi o único de minha vida. Não tem como negar e dizer que foi de outro, por que na verdade não foi. A última vez foi um pouco antes de minha viajem ao Hawaii. E me lembro como se fosse hoje. Foi à noite mais perfeita de toda a minha vida. E também, mais cheia de amor do que uma vida inteira.
Em meio aos meus pensamentos, não percebi as pessoas que adentraram ao escritório. Eram alguns sócios de terno. Ainda bem que cai por si só na terra.
-Pois não? Posso ajudá-los?
-Claro! Estamos aqui para falar com Hoffman. Ele está?
-Claro!
Hoffman era o diretor do escritório. Novo ainda, bancado pelos pais, mas também um dos advogados mais conhecidos de toda LA.
Disquei os número de seu ramal.
-Hoffman?
-Sim princesa. –Disse em meio a uma música ambiente.
-Acabou de chegar alguns rapazes aqui pedindo pra falar com você. Posso deixar entrar?
-Claro!
-Ok. –Coloquei o telefone no gancho –Podem entrar! A sala dele é no corredor, primeira porta a direita.
-Obrigado. –Ficou a me encarar. –Pode te fazer uma pergunta? Sem ofenças.
-Claro! –Fique meio confusa.
-Como é seu nome?
-Vanessa. Vanessa Hudgens.
-Você não me é estranha. Já não nos conhecemos em outros tempos?
-Talvez você me conheça por nome. Ou melhor, filha de David Efron.
-Mais é claro. A filha do Efron. Claro. Ouvimos falar muito de você. Sempre, em nossas reuniões, Efron falava de você. Sentimos muito a falta dele.
-Acredite, também sinto falta dele.
-Ei Julio? Agora não é hora de bater papo. Depois você conversa com ela! –Um dos sócios disse a ele, o esperando no corredor.
-Claro, depois conversamos então. –Estendeu a mão. –Julio Prestes.
Havia muitas pessoas que me conheciam por ser filha de Efron. Eu sinto tanto a falta dele... Tenho certeza que se ele estivesse aqui, nada disso estaria acontecendo. Eu não estaria aqui, continuaria na empresa e seria feliz para o resto de minha vida. Pra sempre. Às vezes, penso que algumas coisas acontecem por acaso, mas outras acontecem para que sejamos testados. Não tenho ódio de Zac, por que ele é pai dos meus filhos. Mas, o que ele fez comigo e ainda desconfiou de mim, não sei se posso perdoá-lo, e é por isso que eu prefiro que ele não saiba de nada. Não sei se o meu coração o aceitara de volta. Me apaixonar por outro? Quem sabe. Mas me entregar como me entreguei para Efron? Nunca! Amor como eu senti por ele um dia, uma vez na vida. Não sei se posso voltar a me apaixonar, mas eu tenho pra mim, que meu coração vai estar sempre com ele. Afinal, ele me deu um dos melhores presentes que essa vida pode me dar.
Chegou a hora do almoço, e liguei para Hoffman para pedir autorização para sair.
-Pois não princesa!?
-Hoffman, eu estou saindo pra almoçar, precisa de mais alguma coisa?
-Preciso sim! Preciso que você me traga aquele cafezinho que só você saber fazer. Tem como?
-Claro! Já estou levando. –Coloquei o telefone no gancho e fui até a copa.
Hoffman sempre foi muito carinhoso comigo. Ele era afiliado de David, e por isso já nos conhecíamos de longa data.
Dei duas batidas na porta antes de entrar.
-Entra princesa...
-Licença. –Entrei, e levei a xícara até ele. –Aqui está.
-Você é uma Deusa! Muito obrigado. –Tomou um gole.
-Agora, já posso ir?
-Não... Não antes de me responder uma coisa.
-Diga. –Me sentei, pois minhas costas estavam doendo.
-Desculpa a minha intromissão, mas você está grávida né?
-Não, capaz! A minha barriga está enorme assim por que estou gorda! –Pensei comigo. –Sim! Estou de quatro meses.
-Não, é por que algumas vezes eu te vejo assim, e não dá pra perceber que você está grávida. Você está sempre de vestido.
-É que eu não gosto de usar roupa muito colada... Me incomoda.
-A tá. Mais enfim, não era essa pergunta que eu tinha pra te fazer. A pergunta é, você trabalhava na empresa do David lá na Itália né?
-Sim. Eu trabalhava lá sim.
-E por acaso você poderia me passar o número do Efron? Digo, o Zachary Efron. Você teria o número dele? É que estamos em negociação para abrir uma afilial da empresa aqui em LA, e agente precisa acertar alg...
Enquanto ele falava aquelas palavras, eu senti uma pontada me minha barriga. Na hora me contorci de dor.
-Vanessa... –Se levantou e veio até mim. –Você está bem?
-Sim... Quer dizer, eu acho que sim.
-Não quer que eu chame um médico?
-Não... Não precisa! Não foi nada... Mas, sobre o que você estava falando mesmo?
-Eu só quero saber se você tem o número de telefone do Zachary.
-Eu não tenho o dele, mas eu tenho o do Dylan, que é o irmão dele e cuida dessa parte de finanças.
-Ah, melhor ainda. Me polpa de falar com aquele playboy de merda. –Senti uma certa raiva na voz dele.
-Vocês não se gostam?
-Eu nunca fui com a cara dele! Nunca mesmo! Desde que agente era pequeno. Era mais uma rixa na verdade que tínhamos, na verdade.
-Mais, rixa do que? –Ele me olhou fixamente, e pude perceber que ele tinha alguma coisa pra me contar. –Pode falar! Eu juro que não conto pra ninguém.
-Não é nada. É coisa de criança.
-Se é coisa de criança, então não vejo problema de você não me contar. Já passou Hoffman. Já somos adultos.
-Jura que você não vai ficar chateada comigo?
-Claro que não! Imagina...
-Bom... É que quando éramos pequenos, eu gostava de você. E eu e o Zachary tínhamos feito uma aposta, de que quem ficasse com você primeiro, ganharia 20 dólares. Mais ai, ele acabou com a nossa aposta por que viu que ninguém ia conseguir fazer isso. Mas, ele conseguiu né? Vocês dois estavam juntos até uns tempos atrás.
-Olha, eu prefiro não falar desse assunto... –Dei uma longa pausa até continuar. –Principalmente com um estranho que me disputou como se eu fosse um brinquedo. –Disse com um tom de brincadeira.
-Oh... Me desculpe minha Deus! –Veio até mim, e se ajoelhou no chão. –O que posso fazer para que a minha ama me desculpe?
-Pagando um almoço pra mim, quem sabe.
-Mais é pra já! –Levantou, pegou seu palito. –Vamos!
-Claro!
Me levantei e fomos em direção ao estacionamento. Entramos no carro dele, e durante todo o almoço, foi um momento bem descontraído. Rimos muito. Coisa que já não acontecia comigo a algum tempo. Eu não me sentia importante assim desde que David morreu. E como ele, as coisas eram diferentes. Eu me sentia diferente.
-Bom, já que estamos perto da sua casa, e não temos mais nada pra fazer no escritório, vou te deixar em casa.
-Mais e o meu carro? Ele ficou lá na empresa.
-Ué, e você ainda dirigi? –Disse se referindo a minha gravidez.
-Estou grávida meu amor, não doente!Não precisa, eu vou até lá e pego meu carro! Sem problema.
-Ok então.
Saímos do restaurante e fomos em direção ao escritório e continuamos conversando. Chegamos ao prédio, e o porteiro nos chamou.
-Sr. Hoffman?
-Pois não?
-Um moço alto, de cabelo loiro subiu atrás do senhor. Disse que iria esperar que o senhor voltasse.
-Ele não deixou o nome?
-Deixou... É... Zachary Efron.
Na hora, meu coração acelerou, e minha visão começou a escurecer. Me agarrei no braço de Hoffman.
-Tudo bem? –Me olhou atentamente.
-Aham...
-Vamos subir. –Me guiou até o elevador.
Eu temia chegar ao andar, e rever Efron. Não sei por que, mas mesmo assim, meu coração estava me dizendo que não era coisa boa.
-Se você não quiser revê-lo, você desce aqui. –Estávamos no sétimo andar, e a sala era no treze.
-Não... –Segurei mais forte no braço dele.
-Calma pequena. Eu vou te proteger. –Cruzamos nossas mãos.
Chegamos ao andar da sala, e de cara, encontramos Efron sentado no sofá mexendo no celular.
-Ora, ora, ora... O que trás o poderoso Efron ao meu humilde escritório? –Disse em tom sarcástico.
-Vanessa!? –Foi a única coisa que Efron soube dizer.





Meninas, vocês são muuuuito fofas!!! AMO vocês! E é por isso que eu estou postando mais uma foto pra vocês! Espero que gostem!!!!

Bessos!
Amo vocês!
Fiquem com Deus!

Novo Personagem!

Girls, antes de postar o capítulo pra vocês, eu vou mostrar pra vocês o novo personagem... Foi único que se identificou com o que eu queria pro personagem.

Julian Hoffman é um dos advogados mais populares de LA. Ele se apaixonara por sua secretária, mas por fim, terminaram apenas como amigos por Julian encontrar outra pessoa que o amasse de verdade. Hoffman se mostrará um bom amigo, e sempre estará ao lado de Vanessa. Julian Hoffman e Zac Efron entraram em conflito por causa de Vanessa.


Muita água correrá por de baixo desta ponte! Fiquem ligadas!

Capítulo 19



Dois meses já haviam se passado. Eu estava de quatro meses. Na semana passada, descobri que não era apenas um filho. Pois é! Havia duas crianças em meu ventre. Foi uma enorme de uma surpresa! Tanto para mim, quanto para Stella e mamãe, que estavam junto comigo no dia.
(Rebember...)
Hoje eu tinha marcado uma ultrassonografia para poder ver o sexo do meu bebê. Eu estava muito animada, afinal, pelas minhas contas, já estou de quatro meses! Minha mãe disse, que a minha barriga está maior do que o normal, para estar grávida de uma criança só.
-Você já pensou na possibilidade de ser gêmeos, filha? –Disse enquanto nos encaminhávamos ao médico.
-Imagina mãe... Até parece... Quando eu estudava, a professora disse que é praticamente impossível ter gêmeos, a não ser que existam casos na família... E eu já não estou gostando da idéia de dividir a minha irmã com um, imagine com dois!?
-Não é impossível não minha filha. Pode acontecer sim! E você tem que ver, que a sua irmã está grávida, e desde que você era pequenina, você chutava feito uma condenada... Vai que você chuta a sua irmã?
-Bem capaz mãe! Eu sei muito bem que a V está grávida. Eu não fico tão perto dela assim.
-Ok, ok. Parem de discutir as duas ok? Se vier um, amém. Se vier dois, amém também! Vão ser amados do mesmo jeito!
Chegamos ao consultório médico. Dei meu nome a secretária, e aguardei ser chamada.
-Srta. Hudgens? –Um moço alto, de cabelos loiros me chamou na porta.
-Sou eu! –Me levantei e fui em sua direção. –Pode ter acompanhante?
-Até duas pessoas!
-Ótimo!
-Me acompanhe por gentileza!
Entramos em um corredor, adentramos em uma porta, onde haviam dois enfermeiros, e uma médica.
-Olá! –Proferiu de bom humor, vindo em minha direção.
Nos cumprimentamos. Ela me pediu para que eu tirasse minha camiseta, para poder fazer o exame.
-Hum... É quente né? –Disse deitada na maca, com ela passando o gel em minha barriga.
-Sabe que todas as gestantes que vem até aqui me dizem a mesma coisa. –Rimos. –Mas, na verdade, eu nunca passei por essa experiência. Marinheira de primeira viaje?
-Sim... –Me aconcheguei na maca.
-Te garanto que a gravidez, transforma as pessoas.
-Já me disseram isso algumas vezes, e eu estou começando a creditar. Sabe que nos últimos dias eu ando bem emocional?... Tudo me faz chorar, e rir sem precisar de muitos motivos.
-O primeiro ponto que a gravidez atinge em cheio, é o sentimental. Então, vai se acostumando ai mamãe...
Senti o aparelho deslizando sobre minha barriga, e der repente, ouvi duas coisinhas em ritmo acelerado batendo de dentro do meu útero.
-Mais olha o que temos aqui... Mamãe de primeira viajem, e de cara, de gêmeos. Olha mamãe! –Apontou para o monitor..



Me virei, e quando vi as duas sementinhas lá dentro, pequeninas ainda, mas mesmo assim, as lagrimas foram descendo e morrendo no canto de minha boca. Stella e mamãe vieram me abraçar. Ficamos olhando aquela tela, um amor imenso cresceu dentro de mim por  aquelas crianças.
-E olha só, já até consigo ver o sexo das crianças. É um casalzinho. Você está de 20 semanas, 120 dias, de quarto meses. Olha, eu realmente estou impressionada! Pelo que pude ver em seu histórico familiar, ninguém teve gêmeos por parte de sua mãe. O pai, não foi informado, mas acredito que eu que também não haja. Olha, meus parabéns viu!  Eu que estou a mais de cinco anos tentando ter um, e você de uma vez só vem dois. É realmente uma mulher de sorte. Você não esperava essa gravidez, certo?
-Não... Não esperava. Mais vai ser amado do mesmo jeito. –Enxuguei minhas lagrimas. –Mas, não pare de tentar! Uma hora você consegue...
-É, eu acho que eu vou parar de ficar tão vibrada nisso, e vou com mais calma. Mais pra frente, quem sabe, eu consiga o meu pimpolho. –Rimos.
(...)
E assim se passou os dias. Sendo muito mimada pela grande maioria. Eu aproveitei a oportunidade, para ir atrás de meu pai verdadeiro. Lembro que foi um dos pedidos que David havia feito a mim, então, resolvi por fazê-lo. O encontrei, não muito longe de minha casa. Ele estava em estado deplorável. Câncer a maios ou menos cinco anos. Só que no memento, não era hora de guardar rancor ou magoas do passado. E quando o contei que estava grávida, pareceu que dei uma nova razão de vida a ele. Ele sempre sonhou sem ser avô. E conversamos durante horas seguidas... Até um clima rolou entre minha mãe e ele. Estava tudo tão lindo e perfeito, que mal acreditei que era mesmo realidade.
Chegou a tão esperada hora de ir às compras. Decidi que ficar parada em casa não era comigo, então, resolvi por começar a trabalhar. Por que mesmo que a quantia que David tenha deixado pra mim, seja boa, infelizmente, um dia o dinheiro acaba. Comecei trabalhando como secretária em um escritório de advocacia. Mesmo sabendo que estava grávida, eles me aceitaram por ser conhecida como filha de David Efron. Muitas vezes, ele me apresentava como filha dele, e isso me traziam alguns benefícios.
Peguei minha bolsa, por que já estava na hora de ir embora, e desci ao térreo, onde Stella me esperava para irmos ao shopping. Fomos ao mais perto, pois eu estava com dores nas minhas costas, de não conseguir parar em pé. Entramos em uma loja, onde escolhemos os berços dos bebês. O nome, eu ainda não tinha decidido, mas isso, eu saberia com o tempo. Mas, escolher os berços foi à tarefa mais difícil. Era um mais lindo do que o outro. Por fim, resolvemos ir fazer um lanche. Eu estava com fome de besteira.
-Eu quero um milk shake de morango, com uma generosa camada de chantilly, e uma cerejinha,  se possível, um pedaço de torta de morango e um bom pedaço de bolo de chocolate.
-Meu Deus... Depois não quer ficar com dor nas costas né Vanessa? Olha o tanto de besteira que você pediu!?! Desse jeito, você vai ficar com 100 quilos no final da gravidez...
-Stella? Pare de me encher o saco! Existe academia pra que? Me deixa ser feliz, por favor!?




OOOOI minhas Girls! VOLTEI!!! *----* Me desculpem pela demora... :/ Enfim, está mais um capítulo pra vocês! Espero que gostem! Comentem MUUUUUITO, que eu promometo que não demoro tanto! ;))) Bessos! Amo vocês! Fiquem com Deus!


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